Lionel Scaloni, técnico da Argentina e campeão do mundo em 2022, reconheceu que as pausas obrigatórias para hidratação introduzidas pela FIFA nesta Copa do Mundo podem beneficiar seleções mais fracas, mas deixou claro que as equipes mais fortes também têm como aproveitá-las.
A declaração foi dada em coletiva de imprensa neste domingo (21), na véspera do jogo contra a Áustria, que a Argentina venceu por 2 a 0 hoje.
“Talvez possam ajudar uma equipe que tecnicamente seja um pouco mais fraca. Assim, há mais tempo para recuperar e preparar os jogadores”, disse o técnico. Em seguida, relativizou a afirmação: “O momento pode ser aproveitado por ambas as equipes.”
Scaloni também comparou as pausas ao que acontece num intervalo comum. “Tudo o que temos em mente pode mudar conforme os minutos que antecedem a primeira pausa.
Para o treinador, a pausa é para dividir ainda mais o jogo: “Essa coisa de quatro tempos parece irreal. São três minutos e meio para falar com os jogadores. É o que acontece. Temos que seguir.”
Como funciona a pausa
A parada acontece em cada tempo, por volta dos 22 minutos de bola rolada. Cada intervalo dura cerca de três minutos. Com as duas pausas somadas ao intervalo tradicional, a partida passa a ter, na prática, quatro interrupções.
A medida foi implementada pela FIFA para todas as partidas da Copa, independentemente da temperatura, o que ampliou o debate, já que mesmo jogos em estádios climatizados como Dallas, Atlanta e Houston têm as paradas obrigatórias.
Outros técnicos também criticam
Scaloni não está sozinho na avaliação. Marcelo Bielsa, técnico do Uruguai, foi mais incisivo no sábado (20): “Jogar quatro tempos em vez de dois altera a concepção e a cultura que foram construídas para interpretar o futebol.”
Apesar das ressalvas à pausa, Scaloni demonstrou confiança no torneio. “As grandes potências estarão lá. Sem dúvida esta será uma Copa do Mundo difícil.”





