Na tarde desta segunda-feira (1º de junho de 2026), o técnico Gustavo Alfaro anunciou oficialmente a lista final dos 26 jogadores que vão defender a seleção do Paraguai na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. No entanto, o que realmente ecoou nos bastidores do futebol sul-americano foi uma ausência de peso: o volante Mathías Villasanti, um dos atletas mais consistentes e elogiados do futebol nacional, ficou de fora da relação oficial para o Mundial.
A decisão frustrou os planos do jogador e da torcida, evidenciando o preço cobrado por uma longa recuperação física na reta final de preparação para o torneio mais importante do planeta.
O drama da lesão que tirou Villasanti do Mundial

A ausência do meio-campista do Grêmio na lista paraguaia não se deve a uma escolha técnica por desempenho, mas sim às sequelas de um grave problema médico. Villasanti vinha sendo o pilar defensivo e de transição tanto de seu clube quanto de sua seleção até agosto do ano passado, quando sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho direito durante uma partida do Campeonato Brasileiro.
O processo de reabilitação afastou o atleta dos gramados por quase dez meses:
- Falta de ritmo: Embora tenha retornado aos treinos e recebido os primeiros minutos em campo recentemente, o volante não conseguiu atingir o nível de intensidade exigido pela comissão técnica para suportar a dinâmica de uma Copa do Mundo.
- Contraponto no elenco: Por outro lado, o zagueiro Balbuena, também do Grêmio, conseguiu carimbar sua vaga no elenco de Gustavo Alfaro, mesmo lidando com uma minutagem baixa e oscilante no início desta temporada.
Brasileirão quebra recorde histórico na Copa de 2026

Apesar da baixa de Villasanti, a força econômica e o prestígio técnico do futebol sul-americano serão amplamente demonstrados nos gramados da América do Norte. A Copa do Mundo de 2026 será, de forma isolada, a edição com o maior número de jogadores do Brasileirão convocados em toda a história do esporte.
Ao todo, 32 atletas que defendem equipes das Séries A e B foram chamados por suas respectivas confederações para disputar a competição. O domínio financeiro de grandes potências nacionais redesenhou o mapa das convocações no continente.
Veja abaixo quais clubes brasileiros mais cederam atletas para o torneio mundial:
| Clube do Brasileirão | Atletas Convocados | Principais Seleções Beneficiadas |
| Flamengo | 9 jogadores | Base distribuída entre Brasil, Uruguai, Equador e Colômbia. |
| Palmeiras | 7 jogadores | Cedeu peças fundamentais para o Uruguai e formou a base do Paraguai. |
| Atlético-MG | 4 jogadores | Destacou-se ao abastecer a forte seleção do Equador com 3 atletas. |
| Outros Clubes | Variado | Nomes distribuídos em elencos do Botafogo, Santos, Grêmio e Corinthians. |
O prestígio do mercado nacional: O crescimento estrutural do país passou a atrair não apenas promessas sul-americanas, mas também a repatriar ídolos consagrados e astros do futebol europeu. É o caso do atacante Neymar, do Santos, e do astro holandês Memphis Depay, do Corinthians, o único atleta europeu em atividade no continente a disputar o torneio.
Esse protagonismo interno influenciou até mesmo o comando técnico da Seleção Brasileira. O treinador Carlo Ancelotti optou por valorizar o momento das equipes locais, preenchendo vagas importantes do grupo principal com jogadores que disputam o título nacional rodada a rodada em solo brasileiro.





