A Meta anunciou nesta terça-feira (2) a ampliação das ferramentas de proteção voltadas para adolescentes no Instagram, Facebook e Messenger. As mudanças serão implementadas globalmente e têm como objetivo limitar o acesso de usuários mais jovens a conteúdos considerados inadequados para sua faixa etária.
As novas medidas dão continuidade à estratégia apresentada pela empresa no ano passado, quando as chamadas “contas para adolescentes” começaram a ser disponibilizadas em mercados selecionados. Agora, a companhia pretende expandir essas restrições para mais usuários ao redor do mundo.
Segundo a Meta, as configurações de proteção já ativadas para adolescentes continuarão filtrando publicações e recomendações potencialmente sensíveis. Além disso, uma modalidade ainda mais restritiva de controle de conteúdo deverá ser disponibilizada futuramente no Facebook e no Messenger.
Novo recurso busca equilibrar recomendações
Outra novidade anunciada envolve o Instagram. A plataforma está testando uma ferramenta que reduz a repetição excessiva de conteúdos sobre um mesmo assunto no feed dos adolescentes.
A proposta é evitar que jovens sejam expostos continuamente a temas específicos, mesmo quando esses conteúdos não são necessariamente prejudiciais. Assuntos relacionados a alimentação, exercícios físicos ou saúde mental, por exemplo, poderão continuar aparecendo, mas de forma mais equilibrada e diversificada.
A empresa afirma que o objetivo é oferecer uma experiência mais saudável, evitando que determinados temas dominem completamente as recomendações apresentadas aos usuários.
O anúncio ocorre em meio ao aumento da pressão sobre as plataformas digitais em relação à proteção de crianças e adolescentes. Nos últimos anos, empresas de tecnologia têm enfrentado questionamentos de autoridades e órgãos reguladores sobre os possíveis impactos das redes sociais na saúde mental dos jovens.
Em março deste ano, um júri nos Estados Unidos considerou Meta e Google negligentes em um processo envolvendo o uso de redes sociais por menores de idade. A decisão aumentou ainda mais o debate sobre a responsabilidade das plataformas na segurança de seus usuários mais jovens.
Diante desse cenário, a Meta tem reforçado suas iniciativas voltadas ao controle parental, à moderação de conteúdo e à criação de ambientes digitais considerados mais seguros para adolescentes.




