A febre pelo álbum da Copa do Mundo de 2026 também abriu espaço para uma nova onda de golpes na internet. Com a procura crescente por figurinhas e exemplares do livro ilustrado, criminosos passaram a criar sites falsos para enganar consumidores interessados nos produtos oficiais da Panini.
Levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky aponta que, até meados de maio, já haviam sido identificadas pelo menos 164 páginas fraudulentas simulando lojas oficiais de venda do álbum. O número representa um salto expressivo em relação ao fim de abril, quando cerca de 20 domínios suspeitos estavam ativos.
As páginas falsas reproduzem praticamente toda a experiência de compra original. Os golpistas copiam logotipo, cores, layout e até etapas do carrinho para fazer o consumidor acreditar que está navegando em um ambiente legítimo. Em muitos casos, os produtos aparecem com valores muito abaixo do mercado ou promoções consideradas “imperdíveis”, justamente para atrair compradores rapidamente.
Alguns desses sites chegam a exibir informações como endereço, CNPJ e canais de atendimento para transmitir ainda mais credibilidade durante a compra.
Criminosos usam PIX para dificultar rastreamento
Segundo a Kaspersky, os golpes costumam acontecer no momento do pagamento. As vítimas são direcionadas para transferências via PIX e o dinheiro acaba enviado para contas usadas por terceiros, conhecidas popularmente como “laranjas”.
Depois da transferência, os valores normalmente são divididos entre várias contas diferentes em poucos minutos, o que dificulta tanto o rastreamento quanto a recuperação do dinheiro pelas vítimas.
Para Fabio Assolini, pesquisador-chefe da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e Europa, a paixão dos torcedores pelo álbum ajuda a tornar os golpes ainda mais convincentes. Segundo ele, os criminosos exploram justamente a ansiedade dos fãs em conseguir o álbum e as figurinhas rapidamente, além da busca por preços mais baratos.
Os casos já foram identificados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, páginas falsas também passaram a circular por meio de mensagens no WhatsApp e anúncios patrocinados nas redes sociais.
Especialistas orientam que os consumidores façam compras apenas em canais oficiais, desconfiem de promoções muito abaixo do preço normal e sempre verifiquem o endereço correto do site antes de concluir qualquer pagamento.




