O SBT se prepara para voltar a transmitir uma Copa do Mundo após 28 anos. A emissora considera o torneio de 2026 o ponto mais alto do projeto esportivo iniciado em 2020, quando retomou os investimentos no futebol com competições como Libertadores, Champions League e Copa Sul-Americana.
Para a direção da emissora, a presença no Mundial representa a consolidação de um trabalho construído nos últimos anos. Segundo Tiago Galassi, diretor de esportes do SBT, o futebol já é uma realidade consolidada dentro da empresa e a Copa do Mundo surge como o grande objetivo alcançado.
O torneio será exibido por meio de uma parceria com a N Sports, empresa que tem Galvão Bueno como um dos sócios. O acordo prevê a transmissão de 32 partidas da competição. Galvão será responsável pelos jogos da Seleção Brasileira e narrará dez confrontos ao longo do Mundial. As outras 22 partidas ficarão sob o comando de Tiago Leifert.
A operação contará com cerca de 300 profissionais envolvidos na cobertura, sendo aproximadamente 60 enviados aos Estados Unidos, México e Canadá, países que receberão a competição.
Cobertura aposta em equilíbrio entre informação e entretenimento
A estratégia editorial do SBT será buscar um equilíbrio entre a linguagem mais descontraída popularizada pelas transmissões digitais e o modelo tradicional de cobertura jornalística do futebol.
Além das transmissões, Tiago Leifert comandará o programa “Torcida SBT”, exibido antes dos jogos. Nas partidas da Seleção Brasileira, o pré-jogo terá uma hora de duração.
A programação também contará com o “Balanço da Copa”, atração exibida no período da noite e apresentada por Wallace Neguerê e Carol Barcellos, contratada especialmente para a cobertura do torneio.
Nos jogos do Brasil, Galvão Bueno terá ao seu lado Alexandre Pato, que fará sua estreia como comentarista em uma Copa do Mundo. A equipe ainda contará com Mauro Beting, André Hernan, Mauro Naves e Nadine Basttos.
Já nas partidas narradas por Tiago Leifert, o principal comentarista será Juninho Paulista, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002. O SBT ainda negocia a contratação de um jornalista para completar a equipe dessas transmissões.
No campo comercial, a operação já apresenta retorno financeiro. Os direitos de transmissão custaram US$ 25 milhões, cerca de R$ 126,5 milhões, em um acordo realizado com a Livemode. Segundo os responsáveis pelo projeto, o investimento já foi compensado pelos contratos fechados com 11 patrocinadores.
Galvão trata Mundial como despedida
A Copa de 2026 também pode marcar a despedida de Galvão Bueno das transmissões de Mundiais. Aos 76 anos, o narrador tem apresentado o torneio como sua última participação em uma Copa do Mundo.
Para chegar em boas condições ao evento, Galvão passou por uma preparação especial. Nos últimos meses, realizou cirurgias de catarata, tratou problemas na coluna e intensificou o acompanhamento com especialistas em voz.
Embora o narrador trate a competição como o encerramento de sua trajetória em Copas, pessoas próximas admitem que a decisão definitiva dependerá da repercussão de seu trabalho durante o torneio.
A equipe do SBT embarca para a América do Norte entre os dias 7 e 8 de junho. A emissora não estabeleceu metas públicas de audiência, mas dirigentes reconhecem que alcançar índices próximos de 10 pontos nos jogos da Seleção Brasileira seria considerado um excelente resultado para a cobertura do Mundial.




