Conhecida por suas megalojas e pela icônica Estátua da Liberdade na fachada, a Havan pode estar prestes a cruzar as fronteiras brasileiras pela primeira vez. O empresário Luciano Hang revelou que estuda a possibilidade inédita de internacionalizar a rede varejista. Os destinos que entraram no radar de expansão da companhia são os vizinhos Paraguai e Uruguai, locais que chamaram a atenção do bilionário principalmente pela promessa de uma menor carga tributária e pela redução drástica da burocracia estatal.
A mudança de postura de Hang aconteceu após uma série de abordagens estratégicas recentes. No caso do Paraguai, o convite partiu do mais alto escalão político. O presidente paraguaio, Santiago Peña, e o ministro da Indústria e Comércio, Javier Giménez, entraram em contato direto com o empresário brasileiro para apresentar as vantagens do ambiente de negócios do país. Hang confirmou que viajará ao território vizinho nas próximas semanas para se reunir com autoridades locais e visitar fornecedores. O Paraguai tem se tornado um verdadeiro ímã para empresários do Brasil graças aos incentivos fiscais e custos operacionais reduzidos.
Já o interesse pelo Uruguai surgiu de forma mais informal, mas com grande potencial. Um amigo pessoal do empresário, que já possui operações lucrativas no país vizinho, aconselhou Hang a conhecer o mercado local e destacou os excelentes resultados obtidos na região. O relato sobre a facilidade de empreender em solo uruguaio foi o suficiente para convencer o dono da Havan a encomendar estudos preliminares sobre a viabilidade econômica e tributária do projeto internacional.
Expansão nacional ainda é a prioridade absoluta

Apesar de abrir as portas para o mercado sul-americano, o empresário fez questão de deixar claro que o foco principal da Havan continua sendo o Brasil. Com mais de 180 unidades espalhadas pelo território nacional, Hang enxerga um potencial gigantesco de crescimento interno. O executivo avalia que o país possui dimensões continentais e calcula que o mercado brasileiro ainda comporta tranquilamente a abertura de até quatrocentas lojas da marca.
A complexidade logística para uma eventual operação fora do país também não assusta a diretoria, uma vez que a empresa já está totalmente acostumada a abastecer filiais localizadas a milhares de quilômetros do seu centro de distribuição central em Santa Catarina. Embora sempre tenha descartado a ideia de sair do Brasil ao longo de toda a sua trajetória empreendedora, Hang resumiu essa nova fase de planejamento da companhia afirmando que o “nunca” é uma palavra que deve ser evitada no mundo dos negócios.



