“A BYD se tornará verdadeiramente a montadora número um do mundo em termos de escala em cinco anos”, disse o fundador da BYD, durante a assembleia anual de acionistas da empresa.
A declaração ocorreu poucos dias depois de o Pentágono incluir a BYD em sua lista de empresas consideradas risco à segurança nacional dos Estados Unidos.
O alvo da montadora chinesa é a Toyota, líder global do setor.
A fabricante japonesa vendeu 11,3 milhões de veículos em 2025, somando marcas como Lexus, Daihatsu e Hino. A BYD, no mesmo período, vendeu 4,8 milhões de unidades, o que significa que a empresa precisaria mais que dobrar as vendas atuais para alcançar a liderança.
A estratégia para crescer fora da China
Parte do plano depende da expansão internacional. Em maio, a BYD vendeu mais de 160 mil veículos fora da China, alta de 80% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
A meta para 2026 é exportar 1,5 milhão de unidades, crescimento de mais de 40% sobre as 1,05 milhão vendidas no exterior em 2025.
Para sustentar esse ritmo, a empresa anunciou investimento de 1,8 bilhão de euros na Europa, voltado à construção de uma rede de carregadores ultrarrápidos, batizados de flash chargers, capazes de recarregar um veículo em cinco minutos.
A primeira fábrica da marca no continente europeu está sendo construída na Hungria, com início de montagem previsto para o quarto trimestre deste ano.
Os obstáculos pelo caminho
As vendas da BYD na China caíram 29,2% no último ano, em meio ao arrefecimento do mercado interno de veículos novos e as ações da empresa também recuaram: queda de mais de 45% em Hong Kong em relação ao valor máximo já registrado, e de 33% nas ações listadas em Shenzhen.
Mesmo assim, a montadora já superou a Ford em vendas globais e disputa diretamente com a Tesla a liderança no mercado de veículos elétricos.
No Brasil, a BYD fechou abril de 2026 como a marca número um do varejo de pessoas físicas, com 14.911 unidades emplacadas, o número pode aumentar, visto que ainda estamos em junho.




