A xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk, teria oferecido US$ 420 (cerca de R$ 2,1 mil) a funcionários que compartilhassem suas declarações de imposto de renda. Segundo reportagem da Bloomberg, o material seria utilizado para treinar o chatbot Grok em tarefas relacionadas ao preenchimento de formulários fiscais.
A proposta teria sido apresentada no início deste ano, pouco antes do prazo final para entrega do imposto de renda nos Estados Unidos, encerrado em 15 de abril. Além do valor em dinheiro, alguns trabalhadores também teriam recebido a promessa de acesso antecipado ao X Money, plataforma de pagamentos vinculada à rede social X.
De acordo com mensagens internas obtidas pela Bloomberg, parte dos funcionários enviou documentos completos, incluindo declarações fiscais e formulários complementares referentes a 2024 e 2025. No entanto, meses depois, o pagamento prometido ainda não teria sido realizado.
Objetivo era aprimorar o Grok em tarefas fiscais
A iniciativa teria ocorrido em um momento em que cada vez mais pessoas utilizam ferramentas de inteligência artificial para auxiliar no preenchimento do imposto de renda. Segundo a reportagem, muitos usuários preferem recorrer a plataformas como ChatGPT e Claude, e a xAI buscava tornar o Grok mais competitivo nesse segmento.
Alguns funcionários questionaram a ausência do pagamento e descobriram que o gerente responsável pelo programa já não fazia mais parte da empresa. Até o momento, a xAI não comentou oficialmente o caso.
O valor de US$ 420 também chamou atenção por ser uma referência recorrente em iniciativas associadas a Elon Musk. O número é historicamente ligado à cultura da cannabis e já apareceu em outras ações e publicações do empresário.
Número 420 já esteve no centro de polêmicas
Em um dos episódios mais conhecidos, Musk afirmou em 2018 que tinha garantido financiamento para retirar a Tesla da bolsa a US$ 420 por ação. A declaração provocou forte repercussão no mercado e levou a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) a abrir uma investigação por suposta fraude.
Posteriormente, um júri concluiu que o empresário não poderia ser responsabilizado por eventuais prejuízos sofridos por investidores após a publicação.





