A paixão pelo álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 ganhou um participante inesperado nesta semana. O técnico argentino Jorge Sampaoli foi flagrado trocando cromos em um encontro de colecionadores realizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
As imagens circularam rapidamente pelas redes sociais e mostram o treinador em meio a dezenas de crianças, famílias e fãs que participavam da tradicional busca por figurinhas faltantes. Acompanhado do filho León, de seis anos, Sampaoli entrou no clima da Copa mesmo sem estar atualmente à frente de nenhuma equipe.
Desde que deixou o Atlético-MG, em fevereiro, o argentino tem mantido uma rotina discreta na capital fluminense, cidade onde reside.
Do banco de reservas para a roda de figurinhas
A cena chamou atenção por envolver um dos treinadores mais conhecidos do futebol sul-americano. Acostumado a decisões importantes em competições internacionais, Sampaoli apareceu em um ambiente bem diferente daquele visto durante sua carreira à beira do gramado.
O argentino já comandou duas seleções em Copas do Mundo. Em 2014, esteve à frente do Chile no Mundial disputado no Brasil. Quatro anos depois, liderou a Argentina na Copa da Rússia.
Ao longo da carreira, construiu reputação por equipes de estilo ofensivo e intensidade elevada. Seu trabalho de maior destaque aconteceu no futebol chileno, onde conquistou a Copa América de 2015, primeiro título da história da seleção do país.
Além das passagens por seleções, Sampaoli dirigiu clubes importantes da América do Sul e da Europa, incluindo Universidad de Chile, Sevilla, Olympique de Marseille, Santos, Flamengo e Atlético-MG.
Seu trabalho mais recente foi justamente no clube mineiro. Na segunda passagem pelo Galo, encerrada neste ano, comandou a equipe em 32 partidas e levou o time à decisão da Copa Sul-Americana de 2025.
Enquanto avalia os próximos passos da carreira, Sampaoli mostrou que também se rendeu a uma das tradições mais populares de cada Mundial. Em vez de discutir táticas ou escalar equipes, passou algumas horas negociando figurinhas repetidas e procurando completar espaços no álbum da Copa, atividade que tem mobilizado torcedores de diferentes idades pelo Brasil.




