O governador Eduardo Leite sancionou o reajuste de 5,35% do piso salarial regional do Rio Grande do Sul. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (21), após aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa na última terça-feira (19).
Com a atualização, a menor faixa do piso regional passa a ser de R$ 1.884,75, valor acima dos pisos estaduais de São Paulo, fixado em R$ 1.874, e de Santa Catarina, em R$ 1.842. O salário mínimo nacional atualmente é de R$ 1.621.
Segundo o governo gaúcho, o percentual foi definido após reuniões entre representantes do Executivo, centrais sindicais e federações empresariais realizadas ao longo de abril. O reajuste segue uma metodologia semelhante à aplicada no salário mínimo nacional, considerando a inflação medida pelo INPC acumulado nos últimos 12 meses e o crescimento do PIB estadual consolidado de 2023.
Como ficam os novos valores
A atualização vale desde 1º de maio e beneficia trabalhadores que não possuem convenção coletiva ou acordo salarial específico.
A Faixa 1 passou para R$ 1.884,75 e contempla setores como agricultura, construção civil, turismo, empregados domésticos, motoboys e trabalhadores de estacionamentos.
A Faixa 2 ficou em R$ 1.928,15, abrangendo profissionais da indústria têxtil, saúde, limpeza, telecomunicações, telemarketing e hotelaria.
Já a Faixa 3 foi reajustada para R$ 1.971,89, incluindo trabalhadores do comércio em geral, indústria alimentícia, química, farmacêutica e movimentação de mercadorias.
Na Faixa 4, o piso chega a R$ 2.049,76 para categorias ligadas às indústrias metalúrgica e gráfica, vigilantes, trabalhadores de condomínios e empregados de instituições culturais e educacionais.
Por fim, a Faixa 5 alcançou R$ 2.388,50, destinada aos técnicos de nível médio.
Governo defende equilíbrio econômico
O Executivo estadual afirma que o reajuste busca preservar o poder de compra dos trabalhadores sem comprometer a competitividade do Rio Grande do Sul em relação a outros estados.
A avaliação do governo é de que o modelo adotado contribui para manter empregos formais e garantir valorização salarial alinhada ao desempenho da economia gaúcha.





