A febre das figurinhas da Copa do Mundo de 2026 não está movimentando apenas bancas e papelarias. Em diferentes cidades do Brasil, as impressoras 3D se transformaram em aliadas de pequenos empreendedores que encontraram nas caixinhas organizadoras uma oportunidade de renda extra durante o torneio.
Coloridas, personalizadas e produzidas sob demanda, as caixas para guardar figurinhas viraram um dos produtos mais procurados por colecionadores. O sucesso acompanha o clima da Copa e mostra como a tecnologia pode abrir portas para novos negócios, inclusive para quem está começando.
Da coleção ao empreendedorismo
Aos 13 anos, o estudante Luca Bernardo de Albuquerque já produziu mais de 100 caixinhas desde que decidiu aproveitar o interesse pelo álbum da Copa. Com uma impressora 3D que ganhou de presente dos pais, ele transformou o hobby em fonte de renda para financiar um curso avançado de design.
Além das caixinhas, Luca também fabrica cofres temáticos, suportes para celular e outros itens personalizados. Os produtos são vendidos pelas redes sociais e em grupos de WhatsApp, em uma rotina que já soma mais de 500 peças produzidas.
Histórias parecidas surgem em diferentes regiões do país. A pedagoga Tatiana Pietrobom começou a trabalhar com impressão 3D neste ano e apostou em datas comemorativas para impulsionar as vendas. Depois da Páscoa, foi a vez da Copa do Mundo. Desde maio, ela produziu cerca de 200 organizadores para figurinhas, todos vendidos.
Copa impulsiona pequenos negócios
O empreendedor Fabio Roberto de Lima também encontrou na Copa uma oportunidade para complementar a renda. O que começou como curiosidade virou negócio. Hoje ele comercializa caixinhas, chaveiros e outros produtos personalizados ligados ao torneio.
Especialistas apontam que o crescimento da impressão 3D está diretamente ligado à capacidade de responder rapidamente às tendências do mercado. Diferentemente da produção tradicional, a fabricação sob demanda permite criar produtos específicos em poucas horas, sem necessidade de grandes estoques.
Enquanto torcedores buscam completar seus álbuns, muitos pequenos empreendedores já encontraram sua figurinha premiada: uma nova fonte de renda impulsionada pela tecnologia e pela paixão pelo futebol.





