A França confirmou nesta quarta-feira (24) o primeiro caso de ebola registrado no país. O paciente é um médico humanitário que retornou recentemente de uma missão na República Democrática do Congo, onde ocorreu um surto da doença.
O homem foi colocado em isolamento e recebe tratamento em uma unidade especializada. As autoridades de saúde iniciaram o monitoramento das pessoas que tiveram contato próximo com ele.
Segundo o governo francês, o risco de transmissão para a população é considerado baixo. O paciente está em estado estável e todas as medidas de segurança previstas pelos protocolos sanitários foram adotadas.
O caso chamou atenção porque marca a chegada do atual surto à Europa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde em maio devido ao avanço da doença na República Democrática do Congo e em Uganda.
Surto já provocou centenas de mortes na África
O atual surto está concentrado principalmente na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo.
Dados divulgados pelas autoridades sanitárias apontam mais de mil casos confirmados e pelo menos 267 mortes desde o início da epidemia. Uganda também registrou casos e óbitos relacionados à doença.
Especialistas avaliam que os números reais podem ser maiores, já que parte das regiões afetadas enfrenta dificuldades de acesso e conflitos armados, o que dificulta a identificação de pacientes e o acompanhamento dos contatos.
Como o ebola é transmitido?
Diferentemente de vírus respiratórios, o ebola não é transmitido pelo ar.
A infecção ocorre por contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas contaminadas. Objetos que tiveram contato com pacientes infectados também podem transmitir a doença.
Os sintomas incluem febre alta, dores musculares, fadiga, vômitos, diarreia e, nos casos mais graves, hemorragias internas e externas.
Brasil segue sem casos confirmados
O caso francês surge poucas semanas após investigações de pacientes suspeitos no Brasil.
Em junho, autoridades brasileiras analisaram ocorrências no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas os exames descartaram a presença do vírus. Até o momento, o país não registra casos confirmados de ebola.





