“É a nossa Netflix, nossa Netflix brasileira.” Assim descreveu Lula, sobre o Tela Brasil, plataforma de streaming pública e gratuita lançada pelo governo federal em maio.
Agora, um mês depois da estreia, o serviço ganhou aplicativos para Android e iPhone, ampliando o acesso para quem assiste principalmente pelo celular.
Até então, o Tela Brasil só podia ser acessado pelo navegador, no site oficial. Com a chegada dos aplicativos, nesta quinta-feira (2), o serviço passa a funcionar de forma nativa em celulares e tablets, tanto na Google Play Store quanto na App Store.

Um catálogo só de produções brasileiras
A plataforma é coordenada pelo Ministério da Cultura, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e reúne atualmente 555 produções audiovisuais nacionais, entre curtas, médias e longas-metragens, telefilmes e séries.
O acervo cobre mais de um século de cinema brasileiro, com obras produzidas entre 1910 e 2025, incluindo clássicos como “A Hora da Estrela”, de 1985, com Fernanda Montenegro.
Como funciona o acesso
O uso do Tela Brasil é totalmente gratuito, sem nenhum tipo de assinatura, anúncio publicitário ou rastreamento do comportamento do usuário para fins comerciais.
Para assistir, basta se cadastrar com uma conta gov.br, o sistema de identificação digital único do governo federal, usado também para acessar serviços como o INSS e a Receita Federal.
Um mês de plataforma, milhões de acessos
Segundo o Ministério da Cultura, o Tela Brasil já soma mais de 5 milhões de visualizações desde o lançamento, em apenas um mês de operação.
A maior parte do público acessa a plataforma pelo celular: são 524,9 mil usuários ativos em dispositivos móveis, contra 142,4 mil que assistem pelo computador, o que ajuda a explicar a prioridade dada ao lançamento dos aplicativos.
Um projeto pensado para durar
O investimento total no desenvolvimento da plataforma foi de R$ 4,4 milhões, segundo dados do governo federal.
O catálogo foi reunido com apoio de instituições ligadas à preservação do audiovisual brasileiro, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares, com curadoria que inclui cinema negro, indígena, produções dirigidas por mulheres e conteúdo infantil. Acesse clicando aqui.









