A semana terminou com um marco histórico absoluto para o mercado financeiro global. A SpaceX realizou simplesmente a maior oferta pública inicial da história e já estreou na bolsa de valores carimbando seu passaporte para o disputado grupo das empresas mais ricas do planeta. A companhia aeroespacial não apenas superou todas as expectativas iniciais de arrecadação, mas também desbancou gigantes tradicionais para assumir com folga o sétimo lugar no ranking mundial de valor de mercado.
O salto trilionário na estreia e a corrida dos investidores

O interesse dos engravatados de Wall Street pela novidade ficou evidente logo nas primeiras horas de negociação na Nasdaq nesta última sexta-feira. Inicialmente precificadas a 135 dólares, as ações da empresa de foguetes e inteligência artificial decolaram rapidamente e fecharam o dia com uma impressionante alta de 19,22%, cotadas a 160 dólares e 95 centavos. Com essa valorização meteórica impulsionada pelo frenesi do mercado, a companhia saltou de uma avaliação inicial já robusta de 1,77 trilhão de dólares para absurdos 2,1 trilhões de dólares na sua estreia oficial no pregão.
Para se ter uma ideia do tamanho desse volume financeiro, o valor alcançado pela companhia aeroespacial equivale a mais de duas vezes o tamanho de toda a bolsa de valores brasileira somada. De quebra, o desempenho explosivo das ações foi o empurrão final que garantiu a Elon Musk o título inédito de primeiro trilionário da história humana, consolidando um império financeiro sem precedentes.
Dança das cadeiras: gigantes superadas e a saída da Meta

O impacto desse novo gigante reconfigurou completamente o topo da pirâmide corporativa. A marca alcançada pela SpaceX ultrapassou com tranquilidade o valor da Saudi Aramco, petroleira que era a antiga dona do recorde de maior oferta pública do mundo, e também deixou para trás a Tesla, outra potência tecnológica pertencente ao próprio Musk.
A entrada agressiva no mercado foi tão forte que acabou causando uma vítima de peso. A Meta, empresa mãe do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, acabou expulsa do cobiçado top 10 mundial pela primeira vez em muito tempo. A gigante de Mark Zuckerberg caiu para a décima primeira posição da lista global, estacionando em uma avaliação de mercado de 1,439 trilhão de dólares.
Confira como ficou a lista atualizada das dez empresas mais valiosas do mundo após o fechamento do mercado no dia 12 de junho de 2026:
- Nvidia: US$ 4,969 trilhões
- Alphabet (Google): US$ 4,367 trilhões
- Apple: US$ 4,275 trilhões
- Microsoft: US$ 2,902 trilhões
- Amazon: US$ 2,566 trilhões
- TSMC: US$ 2,198 trilhões
- SpaceX: US$ 2,104 trilhões
- Broadcom: US$ 1,817 trilhões
- Saudi Aramco: US$ 1,752 trilhões
- Tesla: US$ 1,526 trilhões





