Luiz Felipe Scolari voltou a pisar na Granja Comary e reencontrou a Seleção Brasileira em um momento simbólico da preparação para a Copa do Mundo de 2026. Campeão mundial com o Brasil em 2002, Felipão foi convidado para conversar com o elenco e participou das atividades desta quinta-feira no centro de treinamento em Teresópolis.
Atual dirigente do Grêmio, o ex-treinador falou diretamente aos jogadores antes do trabalho comandado por Carlo Ancelotti e reforçou a importância da união dentro do grupo.
“Uma equipe não começa só pelo Carlo, começa por toda a comissão. Esta é a equipe do Brasil. Um tem que fazer pelo outro e aceitar o outro. Vocês têm um treinador que conhece o futebol e sabe comandar. Conversem, dialoguem e joguem pelo Brasil”, afirmou Felipão.
Felipão relembra peso de defender a Seleção
Conhecido por palestras motivacionais até fora do futebol, Scolari costuma abordar temas como liderança, pressão, confiança e espírito coletivo. Na conversa com os atletas, o foco foi justamente o comprometimento entre os jogadores dentro de uma competição tão pesada quanto a Copa do Mundo.
A passagem de Felipão pela Seleção ficou marcada por dois extremos: o título mundial de 2002 e a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014. Mesmo assim, ele segue sendo uma das figuras mais respeitadas da história recente do futebol brasileiro.
Durante o encontro, o treinador também falou sobre a responsabilidade de vestir a camisa da Seleção e destacou que os convocados fazem parte de uma elite do futebol mundial.
“Como é bom ser campeão do mundo, e vocês têm essa possibilidade. Vocês foram escolhidos e fazem parte de uma elite. Essa elite precisa entender que joga pelo companheiro, faz pelo outro”, completou.
Felipão também mantém uma boa relação com Carlo Ancelotti desde a chegada do italiano ao comando da Seleção. Os dois estiveram juntos na apresentação oficial do treinador, quando Scolari entregou uma camisa personalizada ao novo técnico da equipe brasileira.
Apesar da proximidade, Felipão brinca que as conversas entre eles raramente envolvem futebol. Segundo o ex-treinador, os assuntos geralmente passam por churrasco, culinária e as raízes italianas que compartilham na família.





