A insatisfação com os salários levou servidores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) a realizar uma manifestação nesta quinta-feira (15), em Porto Alegre. O protesto aconteceu em frente ao Foro II e reuniu trabalhadores que pedem a recomposição de 17,8% nos vencimentos, além da criação de um auxílio-social para aposentados.
O ato marcou o início da Campanha Salarial 2026 do Sindicato dos Servidores da Justiça do RS (Sindjus/RS). Paralelamente, mobilizações também ocorreram em Passo Fundo, Pelotas e Santa Maria, mostrando que a reivindicação se espalha por diferentes regiões do estado.
Segundo o sindicato, a defasagem salarial acumulada ao longo dos anos tem reduzido o poder de compra da categoria. A entidade afirma que os salários dos servidores ficaram para trás em comparação com os de outros tribunais do país, o que reforça o pedido por reajuste.
Protestos devem continuar nas próximas semanas
Durante a manifestação, representantes do Sindjus/RS cobraram uma postura mais ativa do Tribunal de Justiça na articulação junto ao governo estadual. Para a categoria, o Judiciário precisa participar de forma mais efetiva das negociações e ajudar a viabilizar uma proposta concreta de recomposição.
Os servidores também criticaram o contraste entre a concessão recente de benefícios à magistratura, como a Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC), e a ausência de medidas semelhantes para os demais trabalhadores do Judiciário.
A mobilização terá continuidade no dia 21 de maio, quando está previsto um “apagão no Judiciário”, com paralisação de uma hora. Caso não haja avanços nas negociações, uma assembleia-ato estadual está marcada para o dia 29 de maio, em Porto Alegre.
O Sindjus/RS tem reunião agendada com a administração do TJRS no dia 27 de maio. A expectativa é que o encontro permita discutir oficialmente as reivindicações e apresente uma resposta à categoria.
Em nota, o Tribunal de Justiça informou que recebeu a manifestação com surpresa e afirmou que ainda não havia recebido formalmente a pauta de reivindicações. O órgão ressaltou, no entanto, que a reunião com as entidades representativas já estava marcada por iniciativa da própria administração.





