O Nubank vai passar por uma das maiores transformações da sua história. Depois de mais de uma década atuando como fintech, a empresa iniciou o processo para se tornar oficialmente um banco no Brasil. A mudança acontece após uma nova resolução do Banco Central, que proibiu instituições sem licença bancária de utilizarem termos como “bank” ou “banco” em suas marcas.
Com mais de 113 milhões de clientes no país, o “roxinho” se consolidou como um dos principais nomes do setor financeiro brasileiro mesmo sem operar formalmente como banco tradicional. Agora, a empresa decidiu dar um passo além para manter a força da marca e ampliar sua atuação no mercado.
A decisão também acompanha um momento de forte expansão da companhia. Em abril deste ano, o Nubank anunciou cerca de R$ 45 bilhões em investimentos no Brasil ao longo de 2026, voltados para tecnologia, crédito, infraestrutura e novos produtos financeiros.
Mudança estratégica
Na prática, a licença bancária permitirá ao Nubank oferecer novos serviços, ampliar operações e ganhar mais autonomia dentro do sistema financeiro. Apesar disso, a empresa garante que nada muda para os clientes neste momento. O aplicativo, os cartões e os serviços atuais continuam funcionando normalmente.
Mesmo sendo visto pelo público como um banco digital há anos, o Nubank ainda operava em uma categoria diferente das instituições bancárias tradicionais. Com a nova regulamentação do Banco Central, a fintech optou por adaptar sua estrutura em vez de mudar o nome da marca, hoje consolidada no Brasil e em outros países da América Latina.
Outro movimento que chamou atenção foi a entrada da empresa na Febraban, entidade que representa os grandes bancos do país. A aproximação marca uma mudança importante no posicionamento do Nubank, que surgiu justamente como alternativa aos bancos tradicionais.
Os números ajudam a explicar esse crescimento. O Nubank encerrou 2025 com receita bilionária e presença em milhões de lares brasileiros. Atualmente, mais de 60% da população adulta do país possui conta na plataforma.
A transformação do Nubank em banco também aumenta a concorrência no setor financeiro. Nos últimos anos, a fintech ajudou a popularizar contas sem tarifa, cartões sem anuidade e serviços digitais mais simples, pressionando os grandes bancos a modernizarem suas operações.





