A seleção do Senegal se manifestou nesta terça-feira (9) para esclarecer as imagens que circularam nas redes sociais mostrando jogadores e integrantes da delegação passando por uma revista de segurança nos Estados Unidos durante a preparação para a Copa do Mundo de 2026.
Segundo a federação senegalesa, o procedimento não aconteceu na chegada da equipe ao país, como chegou a ser divulgado inicialmente. A inspeção ocorreu no domingo (8), no aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte, pouco antes do embarque da delegação para San Antonio, no Texas.
De acordo com o comunicado oficial, a seleção havia acabado de disputar um amistoso contra os Estados Unidos e embarcava em um voo privado para seguir sua preparação para o Mundial. Como parte da logística da viagem, o ônibus da equipe foi levado diretamente até a pista do aeroporto, onde os atletas e membros da comissão técnica realizaram todos os procedimentos de segurança ao lado da aeronave.
A federação ressaltou que a medida seguiu os protocolos aeroportuários em vigor e teve como objetivo agilizar o deslocamento da delegação, evitando a passagem pelos terminais convencionais de embarque.
Clima de preocupação antes da Copa
Apesar da explicação do Senegal, o episódio acontece em meio ao aumento das discussões sobre as regras migratórias adotadas pelos Estados Unidos às vésperas da Copa do Mundo.
Nos últimos meses, o governo norte-americano ampliou restrições de vistos e endureceu exigências para cidadãos de diversos países. Algumas seleções classificadas para o torneio são oriundas de nações afetadas por essas medidas, o que tem gerado preocupação entre torcedores, atletas e dirigentes.
Além disso, casos recentes envolvendo membros do futebol internacional aumentaram a atenção sobre o tema. O mais comentado foi o do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos e acabou retirado da lista de oficiais da Copa do Mundo.
Recepção diferente no México
Enquanto algumas delegações enfrentam procedimentos rigorosos nos aeroportos norte-americanos, outras seleções encontraram um cenário bem diferente nos países vizinhos que também recebem partidas do Mundial.
A Espanha, por exemplo, foi recebida com festa na cidade mexicana de Puebla. Torcedores, bandas musicais e apresentações culturais marcaram a chegada da equipe, que agradeceu a recepção calorosa por meio das redes sociais.
Com a Copa prestes a começar, a questão da mobilidade internacional e dos controles migratórios segue sendo um dos temas mais debatidos fora das quatro linhas, especialmente entre delegações e torcedores que viajarão para acompanhar o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá.





