O café está presente no dia a dia de milhões de pessoas e, para muita gente, é quase um ritual. Seja logo ao acordar, no meio da tarde ou durante uma pausa no trabalho, a bebida faz parte da rotina e costuma gerar dúvidas sobre seus efeitos no coração.
Durante muito tempo, o café foi visto como um vilão da saúde cardiovascular. Hoje, no entanto, estudos mais recentes mostram que a relação não é tão simples. A forma de preparo, a quantidade consumida e o estado de saúde de cada pessoa influenciam diretamente nos efeitos da bebida.
No caso do café coado, o impacto tende a ser menor do que em métodos sem filtragem, como a prensa francesa ou o café fervido. Isso porque o filtro retém substâncias que podem contribuir para o aumento do colesterol. Além disso, quando consumido com moderação, o café pode até trazer benefícios graças à presença de antioxidantes.
Quando o café exige mais atenção
A cafeína pode aumentar temporariamente a pressão arterial e acelerar os batimentos cardíacos. Em algumas pessoas, isso provoca palpitações, ansiedade ou dificuldade para dormir. Em outras, especialmente em quem já está acostumado a consumir café, esses efeitos costumam ser menos perceptíveis.
O mais importante é observar como o próprio corpo reage. Para a maioria dos adultos saudáveis, tomar algumas xícaras por dia não representa um risco significativo ao coração. O problema geralmente aparece quando o consumo é excessivo e vem acompanhado de estresse, noites mal dormidas e hábitos pouco saudáveis.
Pessoas com hipertensão descontrolada, arritmias ou maior sensibilidade à cafeína devem ter mais cuidado. Nesses casos, vale conversar com um médico para entender qual quantidade é mais adequada.
De forma geral, o café coado não é um inimigo do coração. Consumido com equilíbrio e dentro dos limites de cada organismo, ele pode continuar fazendo parte da rotina sem grandes preocupações.





