A Receita Federal apreendeu mais de R$ 1 milhão em mercadorias durante uma operação de fiscalização realizada nesta terça-feira (26), voltada ao combate de irregularidades fiscais envolvendo produtos vendidos por plataformas de e-commerce com destino ao Rio de Janeiro.
Ao todo, 262 volumes vindos de diferentes estados brasileiros foram retidos pelos agentes durante a ação. Segundo a Receita, mais da metade da carga apreendida estava ligada a uma única empresa investigada pelas autoridades fiscais. Entre os produtos encontrados havia itens eletrônicos de alto valor comercial, como iPhones, iPads, smartwatches e outros aparelhos da Apple.
A investigação foi conduzida a partir de análises de risco, monitoramento de operações e cruzamento de informações fiscais realizado pelos sistemas da Receita Federal. De acordo com o órgão, os indícios apontam para a atuação de empresas de fachada, conhecidas popularmente como “noteiras”, usadas para emitir notas fiscais falsas e simular operações comerciais que nunca aconteceram de fato.
Receita aponta esquema de fraude fiscal
Esse tipo de prática costuma ser utilizado para reduzir ou evitar o pagamento de impostos, além de gerar prejuízos aos cofres públicos e criar concorrência desleal com empresas que atuam de maneira regular no mercado. A Receita destacou que essas fraudes acabam afetando diretamente a arrecadação tributária e prejudicando comerciantes que cumprem corretamente suas obrigações fiscais.
A operação faz parte de uma série de ações da Receita Federal para reforçar a fiscalização sobre o comércio eletrônico, setor que vem registrando crescimento acelerado nos últimos anos em todo o país. O avanço das vendas online também aumentou o número de operações suspeitas monitoradas pelos órgãos de controle.
A Receita Federal informou ainda que continuará ampliando o monitoramento de operações consideradas irregulares por meio de sistemas de inteligência fiscal, tecnologia de rastreamento e ferramentas digitais voltadas à identificação de fraudes tributárias e movimentações financeiras incompatíveis com as declarações apresentadas pelas empresas investigadas.





