A Copa do Mundo de 2026, sediada na América do Norte, entra para a história como o palco final de uma geração que moldou o futebol nas últimas duas décadas. O torneio marca a despedida oficial de ídolos globais como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, mas a lista de craques que farão sua última dança vai muito além do grande trio de fenômenos. Com mais de 1,2 mil atletas inscritos, a competição reúne veteranos que se aproximam da marca dos 40 anos e se preparam para o adeus definitivo ao maior torneio do esporte.
Fim de uma era: os camisas 10 e os donos da pequena área se despedem

Messi, atual campeão mundial com a Argentina, já confirmou que não jogará outra edição. O mesmo caminho foi anunciado por Cristiano Ronaldo e Neymar, que buscam o troféu inédito para Portugal e Brasil. Além dos atacantes, a Copa será o cenário derradeiro para goleiros que marcaram época debaixo das traves.
O mexicano Guillermo Ochoa, aos 40 anos, garantiu sua vaga de forma inesperada após a lesão no tendão de Aquiles do titular Luis Malagón. Chamado às pressas na Data Fifa de março, o ícone mexicano alcança o recorde de seis participações em Mundiais. Na mesma faixa etária, o alemão Manuel Neuer chega para sua quinta disputa. O camisa 1 superou uma lesão recente na panturrilha e retoma a posição de titular para tentar o bicampeonato. No gol uruguaio, Fernando Muslera, hoje com 39 anos e defendendo o Estudiantes da Argentina, também assina sua quinta e última participação.




Despedida da geração belga e de lendas europeias

O meio-campista croata Luka Modric, atual jogador do Milan, chega ao torneio para encerrar seu ciclo pela seleção. Perto de completar 200 jogos com a camisa do país, o meia de 40 anos foi classificado pelo técnico Zlatko Dalic com palavras definitivas, sendo exaltado como um talento “insuperável na história do futebol no país”.
A geração de grandes craques da Bélgica também vive seus últimos momentos sob os holofotes globais. O centroavante Romelu Lukaku, de 33 anos, e o meia Kevin De Bruyne, de 34, disputam o torneio pela quarta vez consecutiva. De Bruyne, hoje colega de Lukaku no Napoli, já declarou abertamente que esta será sua última contribuição à equipe nacional. Pelo lado da Inglaterra, o artilheiro Harry Kane, prestes a completar 33 anos, deixou seu futuro em aberto. A forte concorrência de novos talentos no ataque inglês torna improvável sua presença em 2030, transformando o torneio atual na sua grande chance de quebrar o jejum histórico de 50 anos do país.
O retorno da Bósnia e o recorde japonês


Outros nomes de peso encontram na edição de 2026 a chance perfeita para um encerramento digno. O atacante Edin Dzeko, aos 40 anos, comanda o retorno da Bósnia ao torneio após doze anos de ausência. A missão do veterano é liderar a equipe de forma inédita para além da fase de grupos. No continente asiático, o lateral Yuto Nagatomo, aos 39 anos, vai para a sua quinta Copa e amplia seu próprio recorde como o atleta japonês com mais partidas disputadas na história da competição.





