
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (16), uma mulher de 25 anos no município de Novo Cabrais. Identificada como Janaine França da Costa, ela foi detida em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Estadual de Processos e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, de Porto Alegre.
A prisão faz parte da Operação Turrim Lavare, conduzida pelo Denarc. A investigada responde pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação foi executada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Delegacia de Polícia de Cachoeira do Sul. Após o registro da ocorrência da prisão, Janaine foi encaminhada ao Presídio Feminino de Rio Pardo.
Operação Turrim Lavare
Nesta quinta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD) e do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou a Operação Turrim Lavare. A ação teve como objetivo descapitalizar e responsabilizar integrantes de uma organização criminosa envolvida na lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
Ao todo, foram cumpridas 209 medidas cautelares, incluindo 68 prisões preventivas, 37 buscas e apreensões, 74 bloqueios de contas bancárias, sequestro de seis imóveis, 20 veículos com ordem de indisponibilidade e quatro veículos sequestrados. As ações ocorreram em 19 municípios do Rio Grande do Sul e em três cidades de Santa Catarina, como Florianópolis e Vargem Bonita.
Até o momento, durante as diligências, 50 pessoas foram presas. Também foram apreendidos 10 veículos, armas de fogo, munições, drogas, dinheiro, balanças de precisão, anotações do tráfico de drogas, entre outros objetos.
Ainda, também foi determinado o bloqueio de valores de mais de R$ 120 milhões, como medida destinada à descapitalização do grupo criminoso investigado. Além disso, a indisponibilidade de ativos pode chegar a R$ 2 milhões.
Segundo o Delegado Adriano Nonnenmacher, da DRLD/Denarc, o modus operandi da organização era a lavagem de capitais no sistema financeiro, com a inserção de ativos ilícitos na economia formal por meio da compra de veículos e imóveis. “As movimentações no sistema bancário eram realizadas por meio de dissimulações estruturadas, pulverizações, smurfing, fracionamentos, triangulações, uso de contas de idosos e contas de passagem (depósitos e saques rápidos), bem como através de casas lotéricas. Os valores espúrios circulavam entre líderes, gerentes e operadores de outras cidades (ligados ao tráfico), além de diversos ‘laranjas’. Chamou a atenção o recrutamento de indivíduos com antecedentes por crimes graves, como tráfico, homicídios e roubos, para a pulverização dos valores em diversas contas, mediante transações de baixo valor conectadas a gerentes e líderes. No montante, os valores movimentados eram milionários, demonstrando a expertise da organização para evitar a detecção pelos órgãos de fiscalização”, explicou.