Polícia identifica mais suspeitos e segundo veículo envolvido em assassinato

Por 26 de maio de 2022

Tiago Guterres: além do autor das facadas contra pedreiro, homem e mulher que estavam em outro carro também serão responsabilizados / Foto: Divulgação

 

A Polícia Civil deve remeter na semana que vem ao Poder Judiciário o inquérito do assassinato do pedreiro Tiago Machado Guterres, de 38 anos, ocorrido na noite de segunda-feira (23) na Rua João Trevisan, no Centro de Cachoeira do Sul. Além do assassino confesso, que estava a bordo de um VW Santana prata que perseguiu Guterres, outras duas pessoas, um homem e uma mulher que tripulavam um Jeep Compass na noite do crime, também foram identificados.

De acordo com o delegado Rodrigo Marquardt da Silveira, o caso começou a ser elucidado já na manhã de terça-feira (24), quando o autor das duas facadas que vitimaram Guterres esteve na Delegacia de Polícia para prestar depoimento. O motorista do VW Santana confessou ter efetuado os golpes de faca no pedreiro que, depois de atingido, cambaleou por cerca de meia quadra até cair morto na esquina das ruas João Trevisan e Maria do Carmo.

Os três envolvidos, segundo o delegado, confessaram participação no crime e alegaram que estavam à procura de um indivíduo que estaria cometendo danos em veículos das proximidades. Quando os dois carros passaram por Guterres, o motorista do VW Santana prata decidiu parar para questioná-lo e, então, houve luta corporal e, na sequência, as facadas na região do tórax do pedreiro. “Não há certeza se a vítima era, de fato, a pessoa que eles procuravam”, pontuou o delegado Silveira.

Antes de encerrar o inquérito, a Polícia ainda deve ouvir pelo menos mais duas testemunhas e concluir a análise de imagens de segurança de prédios das imediações do local do crime. Os três envolvidos, que não tiveram seus nomes revelados pela Polícia Civil, devem responder ao inquérito em liberdade. Dos três, somente o autor das facadas possui antecedentes criminais.

Os dois homens e a mulher vão responder criminalmente por homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Se condenados em júri popular, as penas deverão variar de 12 a 30 anos de reclusão.

Esse foi o primeiro homicídio registrado em Cachoeira do Sul em 2022.