FLOP30 – Jeferson Francisco Selbach

Cachoeira do Sul, · --°C

A pauta do meio ambiente vem sendo distorcida faz décadas.

Da defesa inicial pela melhoria das técnicas agrícolas objetivando menor impacto ambiental, descambou para o extremismo radical que deseja impor medidas de proteção ambiental e mudar os hábitos do ser humano.

De um lado, os agricultores que são obrigados a adotar severas práticas de proteção ambiental sob pena de altíssimas multas.

De outro, os ambientalistas que levantam a bandeira da ecologia, mas não apontam soluções sustentáveis e realistas para a segurança alimentar das populações.

Exemplo clássico é a falácia do arroz orgânico produzido pelos invasores de terra alheia, cuja produção de 14 mil toneladas anuais não alimenta sequer 24 horas de consumo brasileiro, sem falar da produtividade que é metade da necessária para ser viável economicamente.

A 30º edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, em Belém do Pará, reflete esta discrepância entre a realidade agrária e o sonho utópico da sobrevivência sustentável.

A COP30 se tornou um retrato fiel do governo Lula, com discursos populistas pela vida saudável e montanhas de recursos públicos gastos com conforto aos participantes.

Para quem anunciou que dormiria num bote de pesca, a comitiva presidencial acabou se hospedando no superiate que queima 150 litros de combustível por dia, equivalente a 115 toneladas de gás carbônico na atmosfera durante os 12 dias do evento.

O custo astronômico foi posto sob sigilo para não ser usado na eleição do ano que vem.

Com a falta de hospedagem na capital paraense e preços de destinos turísticos globais, o governo se viu obrigado a contratar emergencialmente outros dois beberrões navios de cruzeiro para servirem de hotéis flutuantes.

Para a festa dos demagogos climáticos foram derrubados 100 hectares de floresta nativa para abrir estrada asfaltada de 13 quilômetros.

Fazer o encontro significou muito pouco para a população belenense, que vive literalmente no esgoto, com quase nenhum saneamento básico, tratamento cloacal ou descarte do lixo correto.

Os líderes da esquerda nunca estiveram interessados na real melhoria da qualidade de vida da população.

O próprio Marco Legal de Saneamento foi promulgado por Bolsonaro, obrigando as empresas a não só distribuir a água como também a recolher e tratar, fazendo com que as estatais que não se adequassem fossem privatizadas, como é o caso da CORSAN.

No mesmo dia que os irmãos Batista da JBS anunciaram a importação de tilápia do Vietnã, a Ministra Marina Silva propôs incluir a tilápia e o eucalipto na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras.

Os mesmos irmãos que revelaram esquema de corrupção para políticos do PT, agora vão responder por formação de cartel nos Estados Unidos, o que pode lhes render alguns anos de confinamento e pesadas multas.

Para resumo da ópera, Lula pretendia conseguir US$ 1,3 trilhão com as nações desenvolvidas para continuar salvando a Amazônia, embora o desmatamento venha aumentando ano a ano, e “protegendo” os indígenas como se fossem seres intocáveis.

A Alemanha, um dos países que mais investe em preservação ambiental, foi a primeira a declinar da proposta de investir no fundo lulista, pois achou muito arriscado contribuir num ambiente hostil à transparência e honestidade.

A floresta não precisa de propaganda, mas da verdade nua a crua.

Como se diz na gíria, a COP30 flopou e virou FLOP30.

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