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terça-feira, 29 setembro, 2020 - 16:51
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Fique Mais Leve – Beijinho no ombro? Será?

O texto de hoje vem da necessidade de falar sobre um tema no qual tive muita resistência em escrever, porque é algo que se tornou muito difundido, mas de uma maneira um pouco limitada, e esse tema é a autoestima. Se você fizer uma busca rápida na internet, vai ver que existem milhares de vídeos, blogs e textos que falam sobre isso. E o que acabei observando é que muitos deles falam em auto estima como algo relacionado a autoimagem, a questão da aparência física. Mas autoestima é algo mais complexo e é algo derivado do que chamamos “autoconceito”, e esse autoconceito é construído com dados que vem da família, dos amigos, do que escolhemos fazer nas horas vagas, no trabalho, o autoconceito é algo integrativo. Já autoestima é quando eu valoro esse autoconceito que foi integrado anteriormente. Então a
autoestima, tem muito mais a ver com bastar a si mesmo, gostar de estar com a gente mesmo, mas, o que acontece muitas vezes é que as pessoas reduzem a ideia de autoestima a algo que tem a ver somente com a aparência física, ou ligado a imagem corporal, enquanto ela é mais ampla.

Então, quando nos referimos a alguém como dotado de grande ou alta auto estima, logo tomamos como exemplo autoestima como algo associado a aparência física. Mas na verdade, uma autoestima muito “alta “também pode estar disfarçando situações que a pessoa não consegue enfrentar.

Mas de que forma devemos pensar sobre o conceito de auto estima se quando ela é alta demais também pode ser sinal de sofrimento do indivíduo, e a resposta para nossa pergunta é: Podemos falar em auto estima saudável e baixo auto estima, e também podemos falar em baixa autoestima situacional ou crônica.
A autoestima também pode ser classificada em explícita e implícita. Quando há o sentimento consciente de valor próprio e aceitação de um indivíduo a autoestima explícita.

A autoestima implícita pode estar relacionada com a internalização de problemas psicológicos, sendo uma avaliação relativamente automática e não consciente do nosso eu, que orienta reações espontâneas e estímulos auto relevantes. Mas o mais importante de tudo e que foi o que me moveu na direção desse texto é que autoestima seja vista como muito mais que algo ligado a aparência física, ou frases de efeito nas redes sociais, autoestima então é como eu dou valor ao meu autoconceito, ou o quanto estar comigo mesmo me faz bem, então autoestima em tese, significa que eu (auto) estimo (gosto) de estar comigo mesmo, e isso funciona de forma integrativa, e tem muito mais a ver com atitudes do que com aparência. Autoestima é autocuidado, e por isso envolve todo nosso ser, e dentro desse todo, está a aparência, as relações, o momento para si, entre tantas outras coisas.

A baixa autoestima pode ser situacional. Que atire a primeira pedra quem nunca passou por um momento na vida em que achou que não era bom o suficiente para algo… Pois é, mas depois você foi lá e conseguiu e aquele sentimento de não ser bom o suficiente desaparece. Já na auto estima crônica o problema é um pouquinho mais complicado, porque é algo que a pessoa vivencia de forma continua ao longo da vida, por diversas razões, mas a principal delas, apontadas por muitos autores é o afeto insuficiente ou inadequado.
Então eu gostaria que quando vocês pensarem em autoestima pensem que para a autoestima não basta apenas um “beijinho no ombro pro recalque passar longe”, autoestima requer um beijo no corpo, no sentido de ser algo amplo e integrado.


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Vanessa Santos – Psicóloga CRP 07/25298

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