19.5 C
Cachoeira do Sul
terça-feira, 13 abril, 2021 - 22:15
Cachoeira do Sul e Região em tempo real

Vazamento do Facebook atinge 1 em cada 5 usuários de Cachoeira

Os dados pessoais de 553 milhões de usuários do Facebook foram vazados. Estimativas apontam que 8 milhões de perfis de brasileiros foram alvos. O vazamento corresponde a uma em cada cinco pessoas com perfil na rede social. Ou seja, é possível projetar a média que 20% dos perfis de cachoeirenses foram atingidos.

Em janeiro, já havia um alerta sobre essas 533 milhões de contas. Naquela época, um bot do Telegram permitia pagar por frações desse banco de informações — agora, os dados estão disponíveis de forma gratuita.

No mesmo mês, o Facebook divulgou:

“ESSES SÃO DADOS ANTIGOS QUE FORAM RELATADOS ANTERIORMENTE EM 2019. ENCONTRAMOS E CORRIGIMOS ESSE PROBLEMA EM AGOSTO DE 2019”

Para descobrir se você está entre os afetados, basta CLICAR AQUI, seguindo as próximas dicas.

Encontradas por um pesquisador de segurança no último sábado (3), as informações de perfis do Facebook estavam disponíveis gratuitamente em um fórum da Internet e incluíam detalhes como número de telefone, nome completo, e-mail e data de nascimento.

O que fazer?

Tela do site Have I Been Pwned 1 - Reprodução - Reprodução

Digite o e-mail vinculado com a sua conta do Facebook na barra de pesquisas e clique em “pwned?”. Caso suas informações tenham sido alvo de alguma violação de dados, o site irá mostrar uma tarja em vermelho com os dizeres “Oh no — Pwned”, indicando que você já foi atingido.

Para saber de qual vazamento você foi vítima, basta rolar a página para baixo e conferir qual foi o tipo de violação e quais informações podem estar comprometidas. Você também pode se inscrever para receber notificações quando seu e-mail constar em uma nova base de dados vazada.

Tela do site Have I Been Pwned 2 - Reprodução - Reprodução

Outra possibilidade recomendada é o Firefox Monitor, uma ferramenta que verifica se seus dados de login e senhas foram roubados. A solução, criada em parceria com a Cloudflare e o HaveIBeenPwned (HIBP), analisa seu e-mail e compara com bases de dados conhecidas de ataques cibernéticos e informações divulgadas por hackers na web.

O serviço ainda permite configurar um alerta para saber quando seu e-mail estiver envolvido em novos vazamentos de dados.

O que fazer caso meus dados tenham vazado?

Embora o Facebook tenha informado que os dados são de um vazamento feito de 2019 e que o problema já foi corrigido, nunca é demais reforçar os cuidados. Se suas informações pessoais foram expostas, as orientações são:

  • Alterar a senha da conta atingida ou usar um gerenciador de senhas seguras
  • Ativar a verificação em duas etapas, que cria mais uma etapa de verificação no login, como o envio de senhas por SMS
  • Acesse sua conta do Facebook, clique em “Configurações e Privacidade” e selecione a opção “Configurações”
  • Depois, procure pelo recurso “Segurança e login” no menu lateral esquerdo
  • Role a tela para baixo até encontrar o “Usar autenticação de dois fatores”. Feito isso, é só habilitar a opção.

Ainda que as senhas de contas não constem na base de dados vazada do Facebook, hackers – de posse de um endereço de e-mail vinculado com a uma conta – podem usar ferramentas que geram senhas comuns para invadir a rede social de alguém. Por isso, a importância de uma senha forte e da autenticação em duas etapas. Segundo a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), o Facebook deve notificar o vazamento à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). Se você foi vítima, é possível fazer denúncias no site do órgão. Mas ele é recente e, por enquanto, só pode impor multas ou sanções a partir de agosto deste ano.

A lista de órgãos que podem agir a favor das vítimas incluem a Fundação Procon, o Ministério Público Federal, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Então, procure uma (ou todas) dessas entidades.

Geralmente, informações como as que foram disponibilizadas neste vazamento do Facebook (número de telefone, nome completo, e-mail, localização, status de relacionamento, data de nascimento) são usadas em golpes.

Tendo acesso a e-mail e telefone, por exemplo, um criminoso com conhecimento informático pode tentar aplicar o famoso golpe do WhatsApp, no qual a conta é sequestrada após a própria vítima ceder o código de
autenticação do aplicativo. Ou seja, a senha de seus dígitos que chega por mensagem SMS.

Por isso, além de alterar a senha do seu Facebook e validar a verificação em duas etapas, é importante atentar para mensagens, ligações e e-mails suspeitos, caso seus dados expostos tenham sido expostos no vazamento. Assim, você evita passar informações ainda mais valiosas para criminosos.

Portal OCorreio
Portal de notícias de Cachoeira do Sul e Região