Universos multiníveis

Por 2 de maio de 2022

Temos a inclinação de entender – ou buscar entender – o comportamento universal com base da premissa que somos o ponto de observação ideal. Ou seja, o ser humano e o planeta Terra formam um conjunto que serve de referência para analisar tudo. Será mesmo?  A incapacidade de tentarmos ignorar a diferença das proporções acaba nos afastando de uma avaliação mais profunda.

O patamar onde estão seres humanos e o planeta pode ser intermediário entre o universo celular e o universo cósmico. Mas vamos encarar a possibilidade dos comportamentos serem similares entre os patamares. Calma. Explico. Ou tento. E se o comportamento humano para com seu mundo seja parecido com o comportamento celular e mesmo o cósmico? O obstáculo em entender é a inviabilidade de enxergarmos. Desde do micro ao macro.

Uma mínima parte da universo celular deve ser um avatar do ser humano. E o universo cósmico pode ser apenas tal qual uma célula em um corpo abismal. Apenas níveis proporcionalmente distantes, mas com comportamento parecidos. Ou seja, somos um átomo de um ser maior. Tal qual um átomo em cada ser humano. Ou um átomo no átomo. Ou o átomo do átomo do átomo. Aliás, esse ser gigante do qual somos uma mínima parte deve ser o átomo de um ser ainda maior. Ou não.