
Furto qualificado, ameaça, descumprimento de medida protetiva, perturbação do sossego, desobediência, posse de entorpecentes, direção de veículo sem possuir CNH. Esses são alguns dos crimes que constam no histórico policial de Leonardo Corrêa Cabral, 26 anos, suspeito de ser o autor da invasão ao Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul na manhã do último sábado (14) que culminou com a morte de um veado-campeiro e ferimentos numa fêmea de veado mão-curta, que teve uma pata fraturada, e outro animal com lesões na boca.
O crime foi constatado por servidores do Zoo por volta das 6h30min. Cabral chegou a ser visto pelos funcionários deixando o local após quebrar o vidro de uma estrutura de madeira que guarnece o recinto dos veados. Tão logo ouviram o barulho da quebra desse vidro, os servidores foram até o local e depararam com o dano, com o animal morto e outros dois feridos. Outros três exemplares que vivem no local ficaram ilesos.
A Brigada Militar foi acionada e mobilizou equipes que foram até o Zoológico e fizeram buscas pela cidade. Cabral foi preso no Bairro Cristo Rei. Ele foi conduzido pela BM à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde o flagrante foi lavrado pelo delegado Tiago Werkhauser Bittencourt. Após, foi recolhido ainda no sábado ao Presídio Estadual de Cachoeira do Sul.

O que já se sabe sobre o ataque ao Zoológico de Cachoeira do Sul, que ganhou repercussão nacional:
– O preso Leonardo Corrêa Cabral não quis explicar à Brigada Militar e à Polícia Civil os motivos que o teriam levado a cometer a invasão ao Zoo para matar um veado e ferir outros dois na manhã de sábado. Na delegacia, permaneceu em silêncio. No local onde aconteceu o ataque, um chinelo do suspeito foi encontrado e recolhido pelas autoridades. Como ele não indicou advogado para acompanhar a prisão em flagrante, o delegado Tiago Bittencourt acionou a Defensoria Pública.
– Exame de necropsia feito na fêmea de veado-campeiro pelo médico veterinário Diego Cardoso, do Zoológico Municipal de Cachoeira do Sul, indicou que o animal morreu em decorrência de fratura na coluna cervical e hemorragia pulmonar causadas pela pancada com uso de uma pá. O animal estava no Zoo havia oito anos, vindo da Universidade de Passo Fundo.
– O caso ganhou repercussão nacional. Portais de notícias da Capital, como GZH e Correio do Povo, e dos grandes centros do país, como iG e G1, noticiaram a invasão.
– A Prefeitura de Cachoeira do Sul instaurou sindicância para apurar internamente as circunstâncias do ataque. O objetivo, segundo o governo, é encontrar medidas que assegurem maior segurança ao local para que ataques desse tipo se repitam.