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Tudo tem o seu tempo determinado, escreveu o Rei Salomão no Livro do Eclesiastes: tempo de nascer e de morrer; de plantar e de arrancar; de derrubar e de edificar; de chorar e de rir; de abraçar e de se afastar; de falar e de calar; tempo de guerra e tempo de paz.
Foi o tempo do terror quando o Hamas lançou milhares de foguetes contra Israel e invadiu cidades próximas à fronteira palestina, assassinando mais de 1,2 mil pessoas e sequestrando 251 como reféns, a maioria morta posteriormente.
Chegou o tempo de paz na Faixa de Gaza com o anúncio do acordo mediado pelo Presidente dos EUA Donald Trump, que incluiu a soltura dos judeus sobreviventes e prisioneiros palestinos, desarmamento completo na região e governo sob a responsabilidade estrangeira.
O Hamas aproveitou para eliminar opositores do seu próprio povo, num verdadeiro genocídio.
Foi tempo de ditadura quando Hugo Cháves assumiu a presidência da Venezuela em 1999 e implantou seu governo socialista bolivariano de caráter populista.
Com sua morte em 2013 assumiu Nicolás Maduro e teve inícios protestos que foram reprimidos violentamente.
Agora chegou o tempo de guerra para o narcotraficante adorado pela esquerda latino-americana, que ofereceu as riquezas nacionais para não perder o poder, mas a ação militar norte-americana é iminente.
Começa o tempo da colheita para a deputada María Corina Machado, que liderou a oposição, foi cassada, perseguida e ganhou o Prêmio Nobel da Paz como “um dos exemplos mais extraordinários dos últimos tempos de coragem civil na América Latina”, devendo assumir em breve o governo venezuelano.
É tempo de esperança no Peru, onde destituíram a presidente esquerdista Dina Boluarte por incapacidade moral permanente e saíram às ruas vestindo camisetas com a frase: “Dinheiro basta quando ninguém rouba”.
É tempo de justiça com as recusas na extradição de Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e agora de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Ministro Alexandre de Moraes, que desde a vitória da direita no Brasil em 2018 tem tomado medidas obtusas que culminaram em seu recente enquadramento e de seus familiares como autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção pela Lei Magnitsky.
É tempo de chorar para o Ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou a sua aposentadoria na esperança de ter o seu visto norte-americano de volta e poder desfrutar as benesses do capitalismo.
O tempo de sair de cena pode estar chegando para outros ministros, como Carmen Lúcia ou mesmo Gilmar Mendes, que estariam cogitando o mesmo caminho, num movimento orquestrado para abrir vagas para Lula nomear novos ministros mais jovens que permaneceriam décadas apoiando o regime.
É tempo de economizar para o Ministro “Taxxad” que queriam aumentar a arrecadação com mais e mais impostos para poder gastar e garantir a reeleição do grande líder.
É tempo de comemorar para a oposição que impôs derrota avassaladora e deixou a Medida Provisória perder a validade.
É tempo de sair das redes sociais e acordar para a realidade das ruas para o prefeito Leandro Balardin, depois do áudio vazado do vereador que afirmou que o governo municipal é horrível e sem articulação.
Como bem sabe o agricultor que semeia e colhe ano a ano: tudo tem o seu tempo.
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