
Completa nesta quarta-feira(11) uma semana de travessia de balsa no Rio Jacuí, entre a Praia Velha e a Praia Nova, devido ao bloqueio da Ponte do Fandango, que está em obras desde novembro de 2024. Filas e reclamações têm sido a constante diária mesmo que exista uma logística para embarque e desembarque da balsa.
Prefeitura e Dnit atuam em conjunto, mas para quem precisa cumprir o trajeto cidade/interior ou interior/cidade, a saída é ter muita paciência. Em determinados horários o tempo de espera é de uma hora e quinze minutos. No entanto, há casos que chegam a ficar até duas horas na fila. Tudo por conta pelo grande volume de todo o tipo de veículo.
Esta semana, a Prefeitura conseguir organizar a questão das prioridades. Agora tanto na Praia Nova como na Rua Moron, antes do acesso à balsa, foi instalado um corredor o que deu mais dinâmica ao embarque e desembarque. Mesmo, muitos motoristas ainda reclamam da demora.DUAS BALSAS SERIAM A SOLUÇÃO?
A Balsa Deusa do Jacuí, que faz o transporte 24h entre a Praia Nova e a Praia Velha tem capacidade para 30 veículos. Mesmo assim, extensas filas são formadas para chegar ou sair de Cachoeira do Sul. No edital do Dnit, publicado em setembro, estavam previstas duas balsas. O serviço começou com apenas uma.
Esta semana o Dnit disse que autoriza a segunda balsa, mas os atracadouros são de responsabilidade da Prefeitura. Neste caso, teria que ser construído um atracadouro no final da Rua Esperanto, no Bairro Cristo Rei e outro na Praia Nova, que implicaria em desmatamento e obra às margens do Rio Jacuí.

PREFEITURA RESPONDE AO DNIT
O prefeito Leandro Balardin assim se manifestou:
– Sobre a necessidade de construção de atracadouros para viabilizar a segunda balsa, o Município reconhece a importância da estrutura, mas ressalta que a responsabilidade não pode recair sobre a Prefeitura, uma vez que se trata de obrigação de quem possui vínculo contratual para a execução do serviço. A Administração Municipal reforça ainda que o próprio DNIT foi responsável por obras recentes de acesso e infraestrutura no local, como a requalificação da Praia Nova e o asfaltamento da Rua Moron, questionando, portanto, por que a lógica seria diferente no caso da segunda balsa.
– O Município também argumenta que questões relativas à construção de atracadouros deveriam ter sido previstas ainda na fase de licitação, visto que o processo de interdição da ponte já estava consolidado, não sendo razoável imputar à Prefeitura a responsabilidade por uma obra de grande porte neste momento.
– Quanto à localização, a Prefeitura indicou os pontos técnicos para a implantação dos novos atracadouros: na margem direita (sul) do Rio Jacuí, a 204 metros do atual atracadouro, e na margem esquerda (norte), a 610 metros do ponto atualmente em operação, conforme coordenadas técnicas já encaminhadas ao DNIT.
– Por fim, o Município se colocou à disposição para colaborar com o licenciamento ambiental e com os acessos internos, mas reforçou que a construção dos atracadouros é de inteira responsabilidade do DNIT, em articulação com a empresa contratada para a travessia, aguardando agora os desdobramentos e providências por parte do órgão federal.