
A empresa Transportes Nossa Senhora das Graças (TNSG) iniciou nesta terça-feira (23), uma campanha de mobilização pública com o lema “licitação já”, que vem sendo veiculada em spots nas rádios do Grupo Fandango de Comunicação. O objetivo é alertar a Prefeitura sobre a urgência em abrir um processo licitatório transparente e regular no transporte coletivo urbano.
Para abordar a pauta, o presidente da Intersindical de Cachoeira do Sul, do Conselho do Transporte e do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário, Aníbal Machado, participou do programa Conexão 99 – da Rádio Vale FM 99.1 -, nesta terça-feira (23). Durante a entrevista, Machado foi taxativo sobre a urgência pela licitação do serviço:
Confira o spot da campanha da TNSG que roda nas rádios:
LICITAÇÃO
A iniciativa chama atenção para o impasse que afeta diretamente o serviço prestado à população. Em nota, a TNSG critica a demora do Executivo em lançar o processo, destacando que “enquanto outras cidades já avançaram e modernizaram seus sistemas, aqui a Prefeitura insiste em protelar a licitação”.
A campanha afirma ainda que a tentativa de reduzir tarifas sem um processo licitatório é apenas uma estratégia para “sucatear o transporte coletivo”, mantendo a comunidade refém de um modelo considerado ultrapassado, sem transparência e sem regras claras.
Com mensagens diretas e de forte apelo social, a campanha ressalta que Cachoeira do Sul precisa de um “processo público, justo e transparente, que garanta qualidade, eficiência e preços adequados”.
Saiba mais
A TNSG lembra que sua atuação no Município é fruto de dois processos licitatórios regulares, realizados em 1954 e 1979, cujo último contrato encerrou em maio de 2014. Naquele período, a empresa mantinha idade média da frota de apenas 2,6 anos e foi pioneira em investimentos – implantou a bilhetagem eletrônica e biometrial facial em Cachoeira do Sul -, tornando a cidade a primeira do Rio Grande do Sul a adotar o sistema.
Já são 11 anos que a Prefeitura patina em lançar uma nova licitação regular, sendo responsável direta pela ilegalidade, uma vez que o serviço segue sem contrato e segurança mínima ao prestador. Quando, finalmente, o processo foi aberto, acabou impugnado pelo Tribunal de Contas. Desde então, a TNSG segue operando sem contrato, completando mais de uma década em situação irregular, o que, segundo a empresa, inviabiliza novos investimentos. “Com contrato em vigor qualquer empresa investe, como foi no passado. Sem segurança jurídica, o sistema só se deteriora”, sustenta a direção.
No comunicado, a empresa reforça que a população permanece refém de um modelo ultrapassado, sem transparência e sem regras claras, e que a solução está em um processo público e competitivo que assegure qualidade, eficiência e tarifas adequadas.
Com tom enfático, a campanha encerra seu chamado com “Chega de espera. A hora é agora: licitação dos ônibus já!”.