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domingo, 20 setembro, 2020 - 10:25
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Tragédia no Líbano: RS já movimentou 85 mil toneladas de nitrato de amônio em 2020

Neste ano, o porto de Rio Grande movimentou cerca de 85 mil toneladas de nitrato de amônio / Foto: Divulgação Portos RS

A Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul (Portos RS), órgão vinculado ao governo do Estado, emitiu nota com informações sobre a movimentação de cargas de nitrato de amônio no RS. A substância é apontada preliminarmente como causadora da megaexplosão que devastou o Porto de Beirute, capital do Líbano, na última terça-feira (4), causando mortes e danos materiais sem precedentes.

Na nota, a Portos RS informa que já movimentou, só em 2020, 85 mil toneladas de nitrato de amônio no Porto de Rio Grande. Em Porto Alegre, foram 18 mil toneladas. Para se ter uma ideia do que estes volumes representam, na capital libanesa estava armazenada uma carga de 2.750 toneladas no momento da explosão.

No entanto, o governo do Estado ressalta que as operações são feitas com segurança e sob a supervisão do Exército Brasileiro.

 

CONFIRA A NOTA DA PORTOS RS, NA ÍNTEGRA:

Depois do acidente ocorrido na terça-feira (4) no Porto de Beirute, onde, conforme relatos, estava armazenada uma carga de 2.750 toneladas de nitrato de amônio que explodiu, causando mortes e danos sem precedentes na capital libanesa, a Portos RS esclarece:

  • Há movimentação de nitrato de amônio nos portos de Porto Alegre e de Rio Grande. Neste ano, Rio Grande movimentou cerca de 85 mil toneladas. Na capital, houve duas operações, totalizando 18 mil toneladas;
  • O desembarque dessa carga é feito somente depois de autorização e controle do Exército, por meio de sua Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados. O nitrato de amônio é um produto químico não inflamável, mas que pode intensificar o fogo em outros combustíveis, atuando como fonte de oxigênio (oxidante). É considerado substância de “interesse militar”, o que significa que fabricação, transporte, comercialização e uso estão sujeitos ao controle do Exército;
  • A maioria das cargas de nitrato de amônio que chega ao Rio Grande do Sul é proveniente da Estônia. O produto passa pelos portos gaúchos e vai direto para os importadores, que têm armazenagem adequada e vistoriada pelos órgãos ambientais e pelo Exército;
  • A Portos RS reitera que preza pela transparência e prestação de serviço adequada a seus usuários e para a população em geral.
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