
Mesmo fora do pico da colheita, o mercado do arroz no Rio Grande do Sul segue registrando movimentação. Empresas exportadoras continuam adquirindo arroz em casca para envio ao exterior, com valores em torno de R$ 62,00 a saca de 50 quilos, segundo levantamento da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).
Para a entidade, a atuação contínua das tradings tem sido um fator positivo, especialmente por contribuir para a saída de volumes remanescentes da safra anterior. O fluxo de negócios, conforme a federação, não sofreu interrupções neste intervalo entre ciclos produtivos, o que ajuda a manter a comercialização aquecida no Estado.
O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destaca que a presença desses compradores se manteve constante ao longo dos últimos meses. “As tradings não pararam de comprar”, afirmou. Outro ponto ressaltado pela entidade é que essas empresas costumam iniciar o período de colheita já com aquisições em andamento, muitas vezes pagando valores superiores aos praticados em mercados tradicionais, que giram entre R$ 49,00 e R$ 51,00 por saca. Esse comportamento, avalia a federação, influencia diretamente a formação de preços e o escoamento do arroz ainda armazenado pelos produtores.
As tradings são empresas especializadas no comércio internacional de commodities. Elas atuam como intermediárias na compra, venda e logística de grandes volumes de produtos, conectando produtores a mercados consumidores. No setor agrícola, exercem papel estratégico ao garantir liquidez, viabilizar exportações e reduzir riscos por meio de operações tanto no mercado físico quanto no financeiro.