O que muitos previam, aconteceu.

Após tanto insistir em se aproximar das piores ditaduras no mundo inteiro, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva finalmente obteve a resposta que tanto esperava.
No conflito desencadeado com o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas contra Israel, onde sequestraram mais de 200 pessoas, incluindo 30 crianças, Lula condenou os agredidos e defendeu os agressores.
Torceu por Kamala Harris e sugeriu que a vitória de Trump seria o nazismo e o fascismo voltando a funcionar com outra cara.
Negou pedido dos Estados Unidos de enquadrar grupos criminosos como o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.
Criticou os ataques preventivos contras instalações nucleares do Irã, esquecendo que o enriquecimento de urânio tinha por objetivo fabricar bombas atômicas para dizimar os judeus, como sempre os iranianos anunciaram que fariam.
O estopim foi a fala realizada na Cúpula do BRICS, se apresentando como líder do eixo antiamericano e defendendo o fim do dólar como moeda padrão das trocas globais.
Donald Trump já havia indicado que perder esse padrão monetário significaria uma derrota bélica e que os países que insistissem nisso pagariam um alto preço através de sobretaxas.
A razão por trás disso tudo não é a caça ao ex-presidente Bolsonaro por parte do Ministro do STF Alexandre de Moraes, embora tenha sido utilizado como principal justificativa para a medida.
O Brasil sempre foi parceiro estratégico dos Estados Unidos, inclusive lutou contra as forças nazifascistas na Itália.
A dependência econômica foi aos poucos sendo substituída pela China, que virou o maior parceiro comercial desde 2009.
Mesmo assim, os Estados Unidos são os maiores investidores externos diretos na economia brasileira, com Nova Iorque e Chicago abrigando as instituições onde são negociados os principais ativos e commodities do mundo inteiro.
O Brasil está se tornando pária internacional pelos países democráticos e civilizados, a começar pela maior potência econômica e militar do mundo, que está nos classificando como regime hostil e antiamericano.
Os riscos mais graves são as sanções externas, devido a essa aproximação com ditaduras, e o controle de capital que poderá ser adotado pelo Brasil, o que afugenta qualquer estrangeiro que queira investir aqui.
Isso vai acabar ocorrendo porque com o agravamento da situação fiscal interna e o déficit no comércio externo vão faltar dólares para o Governo brasileiro honrar com seus compromissos internacionais, levando à moratória como no fim dos anos 80.
O Governo Trump está fazendo a vontade do Lula antiamericano, se afastando de comercializar com o Brasil através da imposição da maior tarifa entre todos os países do mundo, começando com 50% e podendo chegar a níveis que paralisem todas as transações.
Os papagaios de pirata do governo já estão bradando pela união de todos os brasileiros em torno da defesa do Governo Lula, que foi quem provocou essa situação diplomática adversa, alegando que está em jogo nossa soberania.
Até ontem éramos 213 milhões de pequenos tiranos soberanos, de acordo com a fala da única Ministra mulher do STF, Carmen Lúcia, ao defender restrições à liberdade de expressão na internet.
Bastou o presidente da maior democracia do mundo adotar de forma soberana um mecanismo de proteção econômica contra um governo hostil para que se invocasse união do povo.
Devaneios, pois o próprio Lula fomenta a divisão interna da população, com o nós contra eles, dos pobres contra os ricos, do sul-sudeste contra o norte-nordeste, do agro contra os ambientalistas e por aí vão diversos exemplos.
Certo é que o Brasil é a bola da vez, sobre a qual vai recair a geopolítica dos Estados Unidos de manter forte influência nas Américas.
Pela importância estratégica do Brasil no mundo global, dificilmente os Estados Unidos vão relevar sua influência, como fizeram com Cuba e Venezuela.
Editorial do Wall Street Journal vaticinou: “Lula não é apenas uma ameaça ao Brasil, mas ao mundo. Sua visão de um estado centralizador e aliado de regimes autoritários é um modelo falido que pode levar toda a América Latina ao colapso”.
Serão tempos sombrios até a próxima eleição, onde Bolsonaro representa uma reaproximação com os norte-americanos e Lula, pelo contrário, maior distanciamento.