Senac Cachoeira alerta: mesmo na era da IA, domínio de Word e Excel segue como diferencial no mercado de trabalho

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Redação/Portal OCorreio

Com a popularização da Inteligência Artificial (IA) e a automação de tarefas rotineiras, muitos profissionais se perguntam quais habilidades continuarão sendo valorizadas pelo mercado de trabalho nos próximos anos. Entre elas, uma segue firme em 2026: o domínio de ferramentas como Word e Excel.

Embora a IA seja capaz de auxiliar na criação de textos, planilhas e relatórios, o conhecimento do pacote Office permanece essencial para garantir a qualidade, a segurança e a confiabilidade das informações produzidas. Para o docente de Tecnologia da Informação do Senac Cachoeira do Sul, Guilherme Tollens Carvalho, a tecnologia deve ser encarada como uma aliada da produtividade, e não como substituta das competências humanas. “A IA está alterando a maneira com que utilizamos essas ferramentas, mas não está reduzindo sua relevância. Ela deve ser encarada mais como uma assistente de produtividade do que como uma substituta”, afirma.

Segundo o especialista, a manipulação e a criação de documentos estão diretamente ligadas aos processos corporativos e, por isso, exigem supervisão humana. Entre os riscos do uso indiscriminado da IA estão a geração de informações inconsistentes e possíveis falhas de segurança relacionadas ao tratamento de dados confidenciais.

Muito além do básico

Para os recrutadores, não basta apenas conhecer superficialmente os programas. O diferencial está na capacidade de utilizar recursos mais avançados para organizar informações, analisar dados e produzir documentos profissionais. No Excel, conhecimentos como tabelas dinâmicas, gráficos, funções condicionais, PROCV, PROCX, validação de dados e formatação condicional costumam chamar a atenção dos empregadores. Já no Word, destacam-se competências relacionadas à formatação adequada de textos, utilização de estilos, sumário automático, mala direta e exportação correta de documentos.

De acordo com Tollens, a diferença entre quem conhece apenas o básico e quem domina as ferramentas é facilmente percebida no ambiente corporativo. “É perceptível a diferença de uma planilha desenvolvida por uma pessoa que domina a ferramenta, desde a disposição das informações até as fórmulas e funções utilizadas”, explica.

Outro desafio observado pelo docente é que a familiaridade dos jovens com redes sociais nem sempre se traduz em conhecimento de ferramentas corporativas. “Muitas vezes eles lidam muito bem com aplicativos de redes sociais, mas encontram dificuldades quando precisam desenvolver uma apresentação básica ou estruturar um documento profissional”, observa o docente.

Conhecimento que amplia oportunidades

Além de contribuir para a produtividade e a organização das empresas, o domínio de Word e Excel pode influenciar diretamente a tomada de decisões. Isso porque as planilhas permitem a análise e a auditoria de dados, oferecendo mais transparência e confiabilidade às informações utilizadas pelas organizações.

Nesse cenário, o profissional que domina essas ferramentas também passa a desempenhar um papel estratégico no uso da Inteligência Artificial. Cabe a ele definir os parâmetros corretos para a geração de conteúdos, além de revisar e validar os resultados apresentados pela tecnologia.

Para quem deseja desenvolver essas competências e fortalecer o currículo, Tollens recomenda investir em cursos práticos e manter uma rotina constante de aprendizado. “Existem excelentes oportunidades de aprendizagem, seja por meio de cursos livres ou de conteúdos disponíveis na internet. Mas o principal fator continua sendo a vontade de aprender”, conclui.

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