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quinta-feira, 28 janeiro, 2021 - 03:18
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Sem funcionar, escola do Piquiri sofre com a depredação

 

 

 

Matagal, telhas quebras, vidros quebrados, abandono. Fotos: Divulgação

 

 

 

São cinco anos de espera. O funcionamento da escola de ensino médio da localidade de Piquiri, às margens da BR-290, em Cachoeira do Sul, é uma novela sem fim. São sucessivas promessas ao longo do tempo. Enquanto isto, o prédio é alvo de depredações e a área ao redor está tomada pelo mato e já foram encontrados até animais soltos pelo pátio. Na cobertura, telhas estão quebradas e muitos vidros das janelas estão quebrados. É sinal do abandono.

Acontece que a obra, da época do governo de Tarso Genro, foi construída sem que houvesse planejamento para cozinha, despensa, área de serviços, sanitários para funcionários, refeitório, área coberta para recreação, abrigo para reserva técnica de incêndio e quadra poliesportiva.

Sem estas dependências, claro a escola não podia funcionar. De lá para cá tudo que é planejado não acontece. Os pais cobram providências e já realizaram protesto na 24ª Coordenadoria Regional de Educação  (CRE), participaram de audiências, receberam a visita de secretário de educação e até deputados.

Em abril do ano passado, o governo Sartori abriu licitação para o complemento da obra. Houve ato para assinatura da ordem de serviço na 24ª CRE. Foi alegria geral e uma empresa até se instalou no Piquiri, mas não durou muito tempo. A empresa F & F Engenharia e Construção Ltda, de Novo Hamburgo, vencedora da licitação para executar o serviço, desistiu. Alegou que era preciso um aditivo no contrato para alterar o valor. O investimento do Governo do Estado previsto era de R$ 947.217,87.

Os estudantes da região são atendidos por escolas estaduais da zona urbana, mediante utilização de serviço de transporte escolar oferecido pelo Estado.

A obra é necessária para complementar a estrutura física já existente no local, atendendo ao que é exigido pela legislação, atualmente, para abertura de uma escola de Ensino Médio. Com a conclusão da ampliação, poderá ser iniciada a próxima etapa, que será instalar os equipamentos e mobiliário e preparar o processo de credenciamento e autorização de funcionamento junto ao Conselho Estadual de Educação (CEEd).

ESPERANÇA

A esperança é o governo de Eduardo Leite. Por enquanto, nenhuma perspectiva, porque o Estado não tem recurso para investimento. O ano letivo de 2019 começa na próxima quarta-feira (20) e mais uma vez cerca de 150 estudantes vão ter que se deslocar à cidade para cursar o ensino médio.

 

 

 

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