
A novela para a implantação do serviço de balsa gratuito no Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, para o período em que a Ponte do Fandango for bloqueada para restauro total, segue com capítulos intermináveis. Era para setembro, depois ficou para outubro, novembro, dezembro e, agora, o caso segue na Justiça. São várias idas e vindas. O último capítulo, uma ação na Justiça por parte de uma das empresas concorrentes ao serviço.
Este procedimento tranca a obra da Ponte do Fandango, que iniciou em novembro de 2024, mas precisa ser fechada totalmente, para colocação de novas vigas e elevação do vão metálico. Há uma disputa de campo entre duas empresas: Estaleiro Naval Couto e a Lacel Serviços. As duas concorreram no pregão eletrônico do Dnit no mês de setembro.
Cada qual com suas alegações relacionados aos procedimentos adotados pelo Dnit. Neste início de janeiro, circulou a informação de que, enfim, o serviço de balsa funcionaria e que a Ponte do Fandango – que está no sistema pare/siga – seria bloqueada por um período de seis meses. Não aconteceu
Com este imbróglio, a região vive uma expectativa. A classe empresarial, a população, os produtores rurais, a Prefeitura cobra uma definição. Afinal, a obra de restauro da Ponte do Fandango, a cargo da Construtora Cidade, chegou ao ponto que a travessia precisa ser bloqueada.
No entanto, enquanto não for definido a situação do serviço de balsa – aliás está no edital do Dnit – que deverão ser duas embarcações, permanece o impasse. Neste contexto tem exigências e critérios do Dnit e é neste ponto que reside as alegações da Lacel e da Estaleiro Couto, que também já recorreu à Justiça.
VEÍCULOS LEVES E PESADOS
A exigência do Dnit por duas balsas é porque veículos leves e pesados serão transportados entre a Praia Nova e a Rua Moron. Neste meio tempo, tem duas situações: se o nível do Rio Jacuí baixar demais inviabiliza o serviço. O mesmo acontece se ocorrer um período de chuvoso e acontecer inundação.
O QUE EXISTE HOJE
A Ponte do Fandango está no sistema pare/siga e por ela só é permitido a passagem de veículos até 18 toneladas. Bitrens e maquinário pesado utilizam a Balsa Deus do Jacuí, da Estaleiro Naval Couto que cobra por este serviço.
INVESTIMENTOS
O investimento para recuperar a Ponte do Fandango está orçado em R$ 62 milhões. A Construtora Cidade já cumpriu sua parte com a construção da nova base para a estrutura de concreto e concluiu a logística para elevar o vão metálico, atingido pela enchente de maio de 2024. Já para o serviço de balsa, o Dnit disponibiliza R$ 8 milhões. No total, são R$ 70 milhões.