Saúde mental e identidade andam juntas e explicamos o motivo dessa conexão

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A importância de estar bem no seu próprio corpo para estar, de fato, saudável.

Falar sobre saúde mental hoje é muito mais comum do que antigamente. Essa área da saúde foi muito estigmatizada e tratada como necessária apenas para quem “precisava”. Diversos distúrbios, que hoje sabemos que influenciam diretamente na vida de muitas pessoas, nem eram sequer considerados.

Agora, se a saúde mental já foi um tabu, falar sobre identidade, ainda hoje, continua não sendo fácil – apesar de também ter um espaço maior do que antes. Identidade de gênero e orientação sexual são questões diretamente atreladas à saúde mental porque enfrentam preconceitos extremos e, muitas vezes, não possuem apoio emocional, social e financeiro (para tratamentos como terapia hormonal trans, terapia de voz, procedimentos cirúrgicos e afins).

Saúde mental e identidade: como esses conceitos são atrelados?

A saúde mental engloba o bem-estar emocional, psicológico e social de um ser humano e é influenciada por aspectos sociais, ambientais e econômicos. O conceito de identidade se relaciona com a forma como nos vemos enquanto pessoas, de como nos relacionamos conosco e quais são as características que nos distinguem e nos tornam únicos.

Como o bem-estar depende diretamente de como nos sentimos enquanto indivíduos que convivem e precisam uns dos outros, nos entendermos, nos aceitarmos e exercer o direito de procurar estar confortável, saudável e feliz no nosso próprio corpo, é prioridade para nossa saúde em todos os aspectos.

Gênero é um espectro

Nem sempre nos enquadramos dentro de um padrão. E nem deveríamos precisar. Existem tantas formas de nos expressarmos, de nos reconhecermos, que vão além do tradicional. Pessoas cisgêneros, por exemplo, são aquelas que têm sua identidade de gênero e seu sexo biológico iguais (uma mulher que nasceu com as características fisiológicas e biológicas de mulher e também se sente e identifica como uma, por exemplo).

Pessoas transgêneras se identificam com um gênero que não correponde ao sexo biológico com qual nasceram. A Comissão de Direitos Humanos de Nova York afirma existirem 31 identidades de gênero diferentes. Uma pessoa pode ser intersexo, agênero, travesti, gender-queer e outros.

O que significa o termo “não binário”

Quem não se identifica nem apenas como “homem” ou “mulher” são pessoas não-binárias (que não se limitam ao sistema binário de gênero). Você pode se reconhecer de várias formas diferentes dentro dessa classificação, como algumas que citamos anteriormente e outras várias.

Caminhos de afirmação de gênero

Estar bem no seu próprio corpo é um processo que vêm em conjunto com várias ações, principalmente se você não nasceu da forma como se identifica. Além de se autoafirmar na fala (nome, pronomes, maneira de se dirigir a você), e o apoio psicológico para lidar com as várias questões atreladas a esse processo, existem procedimentos médicos-corporais que são procurados.

Terapia hormonal não binária

Pessoas não binárias têm necessidades e objetivos únicos. Terapias hormonais, como as da Vivuna, são voltadas à quem busca efeitos feminizantes ou mudanças masculinizantes, até terapias combinadas que equilibram vários hormônios.

Cirurgias de afirmação

Procedimentos médicos que alteram as características físicas. Podem ser genitais, torácicas/mamárias, faciais e outras.

Tratamentos estéticos complementares

Harmonização facial, fonoaudiologia, terapias capilares e outros procedimentos que ajudam a encontrar a forma como você deseja ser.

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