
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ligou o modo kamikaze.
Isso fez com que o Ministro do STF Gilmar Mendes pedisse para Alexandre de Moraes incluí-lo no eterno inquérito das fake news.
O pedido se deu em razão do vídeo satírico publicado pelo político mineiro, que aponta Mendes e Toffoli como fantoches do esquema fraudulento do Banco Master.
A carapuça serviu na medida certa.
Algumas semanas atrás Zema e Eduardo Bolsonaro – ambos pré-candidatos à presidente – tiveram encontro informal e publicaram vídeo em tom de brincadeira onde o mineiro diz estar ali para convidar o senador paulista a ser seu vice na chapa.
O que realmente trataram foi Zema servir de boi de piranha nesta fase da pré-campanha, mostrando que o sistema lula-stf fará de tudo para perseguir qualquer candidato conservador com chances de vencer o painho.
Aproveitando o feriado dedicado ao herói nacional mineiro, Zema comparou Lula e os ministros do Supremo ao tempo do Brasil Colônia.
Tiradentes, apelido de Joaquim José da Silva Xavier, era um homem simples que desafiou a Coroa, questionando publicamente o poder centralizador de Portugal, as perseguições políticas e os impostos abusivos que, na época, equivalia a 20%.
Hoje ultrapassa os 40% ou, dito de outra forma, a cada R$ 10 reais, R$ 4 vão sustentar os gastos da Coroa do Pai dos Pobres.
Para se ter ideia da gastança desenfreada do governo petista, desde 2020 a Força Aérea Brasileira realizou 111 voos com apenas um passageiro a bordo.
Os jatinhos tem capacidade para 50 pessoas e somente poderiam decolar em voos compartilhados, as chamadas “caronas”, quando o avião já vai para determinado destino e embarca mais passageiros gratuitamente.
Um jatinho da FAB gasta em torno de R$ 130 mil para voar de Brasília a São Paulo, enquanto a passagem individual custa menos de R$ 500.
Para exemplificar, a primeira-dama Janja utilizou avião oficial para sua consulta ginecológica em São Paulo em 2025.
Milhões poderiam ter sido economizados apenas priorizando a compra de passagens em aviões comerciais ao invés dos jatinhos.
O ex-governador mineiro afirma que não somos livres de verdade e que no Brasil impera a lei dos intocáveis de Brasília, que podem fazer de tudo e não respondem por nada.
São os políticos vendidos, os empresários ladrões e os juízes que se acham acima do bem e do mal e mentem dizendo que defendem a democracia – palavra para governo do povo – enquanto se locupletam das benesses do poder.
Os inconfidentes como Tiradentes sonhavam que o Brasil fosse soberano, com prosperidade e igualdade perante a lei, algo muito diferente dos dias de hoje.
As eleições deste ano serão decisivas para o futuro da nação: continuar com a casta enriquecendo às custas dos brasileiros de bem ou mudar para que a prosperidade seja de quem realmente trabalha por um país melhor.
Romeu Zema foi o primeiro governador da história brasileira a protocolar no Senado pedido de impeachment e notícia-crime contra ministro do STF, no caso Alexandre de Moraes.
Está literalmente cutucando a onça com vara curta.
Até agora, os intocáveis ministros estão caindo na armadilha política.
Ao tentar inviabilizar a candidatura do ex-governador em razão de vídeo satírico, Gilmar Mendes atira no seu próprio pé e no da ala que representa, formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli.
Todos estes tentam minimizar a desconfiança da população com o STF, o risco de desgaste político e até de impeachment.
A escalada de tensão vai transformar Romeu Zema em mártir.
O resultado do embate é que alguém vai ficar sem dentes.
*Sociólogo, Doutor em História e Professor Titular da Universidade Federal do Pampa