#Reflexões… – SALVE! SALVE! – por Jeferson Francisco Selbach

Cachoeira do Sul, · --°C

Vilipendiaram em cima do Hino Nacional.

Nas últimas duas décadas do governo petista, desaprendemos a cantá-lo.

Seu esquecimento faz parte da ideologia da esquerda que assumiu o poder em 2003, sendo algo pensado justamente para apagar os símbolos da pátria.

Quem não se lembra de quando o recém-empossado Luiz Inácio Lula da Silva visitou oficialmente a capital dos Estados Unidos, Washington, adentrando no Salão Oval com o broche do Partido dos Trabalhadores e a gravata vermelha?

O então presidente americano George W. Bush deu um puxão de orelha diplomático: “Agora você não é mais presidente de seu partido, mas de um país inteiro”.

Mesmo assim, seguiu usando o símbolo partidário em outras viagens de Estado, o que só demonstra quem prioriza de verdade.

No logotipo adotado nos dois primeiros mandatos, o “L” de Brasil era vermelho, uma sutil lembrança da própria letra do seu apelido.

Neste mandato, o vermelho está presente em duas letras do logo.

Nas escolas, a geração de professores formada principalmente neste período de domínio esquerdista relegou os símbolos nacionais ao segundo plano.

Ainda vigora a lei N.º 5.700 de 1971, que dispõe sobre a forma e a apresentação dos Símbolos Nacionais e obriga as escolas públicas ou particulares hastearem solenemente a Bandeira Nacional pelo menos uma vez por semana durante o ano letivo.

Como é uma Lei assinada no período da ditadura militar pelo Presidente Médici, gaúcho de Bagé, na cabeça de muitos deve ser esquecido.

Quem foi criança nos anos 70, como eu, cantava logo cedo o “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas” hasteando a bandeira no pátio da escola.

Aprendia o “Salve lindo pendão da esperança”, Hino à Bandeira com letra de Olavo Bilac, o maior poeta brasileiro.
Ou o Hino da Independência, escrito pelo próprio Dom Pedro I, que remetia ao grito do Ipiranga com o refrão “Já podeis, da pátria filhos, ver contente a mãe gentil”.

Os Símbolos Nacionais foram substituídos pela narrativa que torna fascistas todos os que se colocam contrários a estes antipatriotas, cujos anseios são justamente eliminar qualquer amor pelo próprio país.

Aliás, o próprio termo “patriotismo” passou a designar no Brasil os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, carimbado pela chamada mídia progressista de extrema-direita.

O termo é enganoso, pois enquanto a esquerda radical, abortista, invasora de propriedades rurais e urbanas é somente esquerda, a direita conservadora, que defende a tríade “Deus, Pátria e família” e usa as cores verde e amarela da Bandeira é dada como extremista.

Não sem coincidência, a direita brasileira sempre apoiou as liberdades individuais e econômicas, enquanto a esquerda canta o hino da Internacional Comunista que só reforça as divisões entre as pessoas, separando-as em “pobres oprimidos” e a “corja rica” que deve ser fuzilada.

Enquanto a esquerda lulista usa da polarização para fomentar essas divisões entre os brasileiros pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens, trans e héteros, quem pode abandona o país.

Empresários mudam para o Paraguai, jovens e famílias para Europa e Estados Unidos, trabalhadores qualificados para qualquer lugar do mundo onde possa receber um salário digno sem pagar impostos absurdos.

O Estado de São Paulo aprovou Lei tornando obrigatória a execução do Hino Nacional nas escolas pelo menos uma vez por semana.

Quem sabe num futuro próximo os vereadores cachoeirenses possam pensar em algo do tipo.

Enquanto isso, vamos passando a vergonha nacional com os cantores Belo e Alcione esquecendo ritmo e letra do Hino Nacional no amistoso da Seleção Brasileira contra o Panamá no Maracanã.

Até lá, “Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!”.

*sociólogo, doutor em História e professor titular da Universidade Federal do Pampa

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