#Reflexões… – PROPAGANDA COR-DE-ROSA – por Jeferson Francisco Selbach

Cachoeira do Sul, · --°C

Foi dada a largada extraoficial para as eleições presidenciais de outubro.

Em outros tempos chamaríamos de campanha eleitoral antecipada, mas como o governo atual é o único democrático dentre os políticos, é melhor fechar os olhos.

A legislação permite vincular publicidade de programas, obras e serviços públicos até 4 de julho, mas não é isso que se viu.

O presidente e futuro candidato Luiz Inácio Lula da Silva acionou o modo palanque, fazendo uso da máquina pública da forma mais plena possível.

A Secretaria de Comunicação do Sidônio renovou em fins de maio quatro contratos de publicidade que ultrapassam meio bilhão de reais.

A propaganda institucional de 1 minuto, vinculada massivamente nas diversas mídias do país inteiro, tem SABOR propaganda eleitoral.

O slogan “União e Reconstrução” dá lugar ao mote eleitoreiro do “Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro”.
A publicidade foca nos programas com forte apelo social, base dos que votam com a esquerda, objetivando a recuperação da popularidade do presidente, manchada pelo aumento do custo de vida geral.

Ao invés de reajustar a tabela do imposto de renda, congelada por anos como se inexistisse inflação, isentou ganhos de até R$ 5 mil reais, mantendo os que ganham acima disso com a corda no pescoço.

O programa de renegociação de dívidas foi uma benção para os bancos, cujos devedores já tinham contabilizado como perdas e agora vão receber.

Anunciam a proposta de redução da jornada de trabalho de 6×1 para 5×2 sem diminuição do salário, como se por um passe de mágica os trabalhadores tivessem aumentado a produtividade, única premissa que justificaria uma nova situação.

Sem falar que a proposta sequer foi aprovada, pois ainda está em discussão no Congresso Nacional.

Os senadores de oposição defendem a flexibilidade, dando a empregados e empregadores a responsabilidade em negociar jornadas por horas trabalhadas.

A propaganda destaca a ampliação de cirurgias eletivas, embora as filas continuem infindáveis e os políticos, incluindo o Pai dos Pobres, só se operem na rede particular.

A propaganda admite que “a vida não tá um mar de rosas”, mas há “muitas conquistas para celebrar”.

Em outras palavras, aceite trabalhar 150 dias por ano somente para pagar imposto por serviços insuficientes que só beneficiam justamente quem não trabalha e vive do assistencialismo do governo.

Além da propaganda enganosa, o governo acionou a base para cooptar adeptos nas redes sociais.

Coube ao deputado federal André Janones, o que fez rachadinha entre os assessores do seu gabinete, apresentar a estratégia para a militância digital.

Estão sendo contratados influenciadores que divulgarão os “benefícios” ao eleitorado para converter engajamento em votos.

É o programa “Porta-Vozes do Lula”, que defenderão o governo e enfrentarão os bolsonaristas no ambiente virtual.

Ocorre que o que é vinculado na propaganda necessita se concretizar na vida real.

Os “benefícios” precisam ser percebidos pela população, caso contrário a narrativa se torna vazia, inócua.
É por esta razão que o governo está se endividando sem precedentes.

A dívida bruta do Brasil ultrapassou R$ 10 trilhões em abril, representando mais de 80% de tudo o que produzimos no país.

Quem vencer ano que vem não governa, enterrado que estará nos juros e desequilíbrio fiscal.

Literalmente, vamos quebrar.

E os agricultores que levam este país nas costas não conseguirão plantar.

O Congresso aprovou o refinanciamento das dívidas, mas Lula, que odeia o agronegócio e chama-o de fascista, promete vetar ou editar Medida Provisória para barrar qualquer tentativa de equilibrar as contas do campo.

Infelizmente, o agro não é o protagonista na propaganda cor-de-rosa do PT.

Rolar para cima