#REFLEXÕES… NOSSOS REPRESENTANTES – Jeferson Francisco Selbach

Publicado por
Jeferson Selbach

Ouça:

Ano que vem teremos eleição para escolha de nossos representantes nacionais em Brasília e estaduais na capital Porto Alegre.

Embora sejam candidatos que concorram em todo Rio Grande do Sul, as regiões acabam tendo peso no voto.

Os que se lançam a deputado estadual ou federal podem receber votos de todos os eleitores gaúchos, mas priorizam a campanha na sua chamada base eleitoral.

Na última eleição de 2022 o candidato mais votado a deputado federal em Cachoeira do Sul foi Marlon Santos, do PL de Bolsonaro, com mais de 24 mil votos, que acabou não assumindo em razão do indeferimento de sua candidatura.

Marlon fez dobradinha com Cláudio Tatsch, também do PL, que foi eleito com mais de 9 mil votos para deputado estadual.

O grau de importância de lideranças políticas que representem a região se mede pelos recursos públicos que consigam destinar, seja através de emendas impositivas ou dos contatos e pressões sobre o Executivo.

Tatsch solicitou recursos para o trevo de acesso ao Campus da UFSM na Ferreira, com investimento de mais de R$ 1,1 milhão e emeda do Senador Lasier Martins do Podemos.

Intermediou a manutenção dos serviços ambulatoriais de Cardiologia que atende pacientes da Coordenadoria da Saúde com sede aqui na cidade.

Ainda na saúde, assinou junto com outros parlamentares o projeto que se transformou na Lei 16.163/2024, que criou o Programa Pró-Hospitais, permitindo às empresas direcionarem até 5% do ICMS a hospitais públicos e filantrópicos, como o HCB.

Direcionou 90% da sua cota parlamentar do ano passado, num total de R$ 1,8 milhão, para 13 entidades, incluindo Asilo, APAE, HCB, ASCAFV, CGTs Tropeiros, José Bonifácio, Estância do Chimarrão e os Gaudérios.

Outros parlamentares que tiveram votos em Cachoeira do Sul acabam por aportar recursos, mesmo que pontualmente, como forma de honrar o apoio que aqui tiveram.

O atual sistema eleitoral acaba sendo prejudicial para o surgimento de novas lideranças, visto que é muito custoso fazer campanha nos 497 municípios gaúchos, o que leva ao candidato a priorizar, por óbvio, a sua região.

Esta é inclusive uma das razões que embasam o Projeto de Lei 9212 que pretende adotar o sistema de voto distrital misto para as eleições proporcionais.

Desta forma, as circunscrições eleitorais seriam divididas em distritos, onde cada partido registraria um candidato preferencial.

As vagas do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa Estadual seriam preenchidas com metade dos candidatos mais votados em cada distrito e metade distribuída de forma proporcional aos partidos, com base no total de votos recebidos.

Desta forma, o eleitor votaria duas vezes, sendo uma no candidato de seu distrito e outra numa lista partidária.

Argumentam que este sistema misto propicia maior aproximação dos candidatos aos eleitores de sua região, reduzindo a fragmentação partidária atual dos quase 30 partidos registrados na Justiça Eleitoral.

Os críticos da proposta apontam algo que justamente precisamos, do fortalecimento dos partidos, diminuindo a força daqueles que acabam servindo de fachada e definem sua ideologia por quem está no poder, no famoso centrão.

Urge fortalecer o poder da cidadania através do voto, para que a maioria seja contemplada em suas demandas e não fique ao sabor dos ventos de quem vence para Presidente, Governador ou mesmo Prefeito.

Que realmente sejam nossos representantes.

Publicado por
Jeferson Selbach

This website uses cookies.