#REFLEXÕES… – NEUTRALIDADE COVARDE – por Jeferson Francisco Selbach

Cachoeira do Sul, · --°C

Depois de décadas ameaçando destruir Israel e os Estados Unidos, o Irã finalmente está tendo a resposta que tanto pediu para Alá.

O país secularmente conhecido como Pérsia, foi dominado pela dinastia Pahlavi após um golpe de estado realizado com apoio britânico em 1921.

A crise econômica do petróleo desencadeou a revolução islâmica de 1979, assumindo o Aiatolá Khomeini, que se opunha à ocidentalização e exigia a pureza do Alcorão.

Desde então as normas enrijeceram, principalmente contra as mulheres, com obrigatoriedade do Hijab e a polícia da moralidade, repressão e violência do Estado, casamento infantil a partir dos 13 anos, feminicídio e crimes de honra.

As desobedientes são multadas, presas, chicoteadas e sendo virgens são estupradas e só depois executadas.

Contraditoriamente, este regime liderado por fanáticos religiosos recebe apoio explícito da esquerda mundial e brasileira, justamente daqueles que levantam a bandeira do progressismo, do feminismo, anti-imperialismo e decolonial.

Em 2015, o então presidente americano Barack Obama firmou acordo nuclear com o Irã, despejando bilhões de dólares para construção de escolas, hospitais, infraestrutura e tudo mais que pudesse fomentar a economia e beneficiar a população.

Mas os recursos foram direcionados para fortalecer o terrorismo do Hezbollah, Houthis, Hamas e armas nucleares para exterminar os judeus.

Como um dos maiores produtores de petróleo do mundo e devido às sanções, o Irã passou a direcionar 90% da produção com grandes descontos para a China, assim como fez a própria Venezuela.

Ao atacar o regime iraniano, Donald Trump objetivou cortar justamente este subsídio às indústrias chinesas, que se beneficiam e praticam preços menores dos seus produtos exportados internacionalmente.

Não há problema algum em negociar petróleo venezuelano ou iraniano, desde que se pratiquem os preços de mercado e forcem os chineses a competir de forma igualitária com os demais países industrializados.

Isso vale para os minerais raros da Groelândia e para as reservas brasileiras de urânio, ainda pouco exploradas.

Durante anos, o Líder Supremo Ali Khamenei teve seus movimentos mapeados com precisão pela CIA e Mossad.

O poder de infiltração era tamanho que o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad revelou que o chefe da unidade do serviço secreto iraniano, criada para atacar agentes do Mossad, era israelense junto com outros 20 agentes da equipe de inteligência.

Este monitoramento permitiu detectar a reunião da cúpula do governo iraniano na manhã de sábado, em um complexo no centro de Teerã.

Em poucos minutos após o início dos ataques, Khamenei foi morto juntamente com figuras importantes do regime, incluindo altos funcionários.

Na sequencia morreram seu filho e eventual sucessor Mojtaba Khamenei e o interino Aiatolá Arafi, poucas horas após assumir o cargo.

Na cidade de Qom a Assembleia de Peritos formada por 90 clérigos de alto escalão estava reunida contando os votos para nomear o novo Aiatolá, quando o prédio foi inteiramente destruído.

O contra-ataque iraniano em territórios vizinhos resultou no aumento do conflito com países do Golfo Pérsico.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques e seu assessor internacional Celso Amorim afirmou que o Brasil deverá se preparar para o pior.

A posição do governo brasileiro de se alinhar a ditadores em vez de apoiar os Estados Unidos foi classificada como “traição à liberdade”.

Como declarou Trump:

“O tempo da neutralidade covarde acabou”

– Jeferson Francisco Selbach, sociólogo, doutor em História e professor titular da Universidade Federal do Pampa

Rolar para cima