
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump está rapidamente galgando seu objetivo de isolar a China do ocidente.
Depois de prender o narcoditador Nicolás Maduro – que está negociando uma delação premiada onde deverá entregar figurões da política internacional – e arrasar os aiatolás iranianos, a bola da vez é Cuba.
A ilha comunista abriga bases secretas chinesas que mapeiam toda a movimentação militar norte-americana.
Está à beira do completo caos por conta do embargo econômico, que efetivamente trancou o envio do petróleo venezuelano subsidiado.
A situação humanitária deteriorada está aumentando consideravelmente a pressão pela mudança política.
O Secretário de Estado Marco Rubio, descendente de cubanos, foi designado para negociar com o regime castrista que domina a ilha caribenha há décadas.
Na reimplantação da América para os americanos, Trump lançou no dia 7 de março a coalizão que pretende acabar com os cartéis de drogas no continente.
O programa Escudo das Américas objetiva conter o avanço econômico chinês, que se tornou principal parceiro comercial de vários países sul-americanos nas últimas décadas com investimentos maciços na região.
Assinaram os líderes da Argentina, Javier Milei, do Chile, José Antonio Kast, de El Salvador, Nayib Bukele, do Equador, Daniel Noboa, do Panamá, José Raúl Mulino, do Paraguai, Santiago Peña, além de Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Guiana e Trinidad e Tobago.
Nicarágua, Colômbia, México e Brasil coincidentemente não participaram da reunião em que o acordo foi assinado.
São nações comandadas por presidentes de esquerda que reiteradamente afrontam os Estados Unidos, especialmente na questão do narcotráfico internacional.
Daniel Ortega da Nicarágua tem cumplicidade através de financiamento de campanhas eleitorais e controle do tráfico com segurança nas rotas.
Gustavo Petro da Colômbia foi acusado de promover a produção massiva de drogas na selva e transformar a cocaína no maior negócio da região.
Claudia Sheinbaum do México criticou o modo como capturaram o narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, pelo exército mexicano com apoio da inteligência dos Estados Unidos, operação da qual ela não foi sequer informada.
O brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva luta de todas as formas para não classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas internacionais, o que abriria caminho para intervenções contra infraestruturas dos cartéis.
Investigações indicam o envio de R$ 450 milhões do PCC ao exterior para equipar o Hamas e o Hezbollah com armamento em troca de proteção ao tráfico de cocaína no exterior.
A consequência das drogas é marcante às populações colombianas, mexicanas e brasileiras, que juntos representam menos de 5% da população do planeta, mas detém quase 20% dos homicídios do mundo inteiro.
O Secretário da Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, prometeu expandir os ataques a alvos de narcoterroristas latino-americanos, interrompendo e desmantelando os cartéis de drogas e as redes associadas.
É chegada a hora de romper definitivamente com a influência nefasta que exercem sobre governos que por ideologia são beneplácitos com o crime organizado em nome dos direitos humanos.
A guerra às drogas vem ai!
*Sociólogo, Doutor em História e Professor Titular da Universidade Federal do Pampa