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Muitos de nós olhamos para o passado e pensamos o quanto poderíamos ter feito diferente.
É a famosa frase: “E se…”
E se o Bruno Guimarães tivesse convertido o pênalti contra a Noruega, a Seleção Brasileira teria dominado o jogo e acabaria marcando mais dois ou três gols.
E se em 2018 os companheiros tivessem escutado Neymar e não subido para atacar a Croácia, não teríamos permitido o empate na prorrogação e perdido nos pênaltis.
E se em 1950 a defesa não tivesse falhado e o goleiro Barbosa defendido o chute uruguaio aos 34 minutos do segundo tempo, o Brasil teria vencido e nunca vivenciaríamos o vergonhoso “Maracanaço”.
E se os terroristas do Hamas não tivessem atacado violentamente o território israelense e assassinado mais de mil pessoas, os judeus não teriam devastado a Faixa de Gaza.
E se o Nicolás Maduro não tivesse construído os prédios com vigas de poliestireno expandido para poder desviar dinheiro, o terremoto não os teria derrubado igual castelo de carta e não morreriam tantos venezuelanos.
E se o STF não tivesse descondenado Lula das corrupções comprovadas na Operação Lava-Jato por mera formalidade de CEP, Bolsonaro teria sido reeleito e não estaríamos hoje pagando tanto impostos para receber serviços públicos indecentes.
Em recente editorial, a Folha de São Paulo – a mais esquerdista da imprensa paulista – admitiu que o descontrole dos gastos públicos do governo petista está na origem dos elevados juros brasileiros:
“Déficits orçamentários constantes forçam o Tesouro a emitir mais títulos e pagar juros crescentes, o que afeta a percepção de solvência do Estado e alimenta novas pressões sobre os preços”.
Em outras palavras, é a gastança desenfreada de Lula que faz os preços subirem nas prateleiras.
Pesquisa da Datafolha, do mesmo grupo jornalístico, apontou que nos últimos quatro anos dobrou o percentual de pessoas que associa pobreza com preguiça.
Quatro em cada dez brasileiros acreditam que a pobreza ocorre porque as pessoas não querem trabalhar.
Julgam que já não se trata mais de tirar a população da miséria, mas de incentivar os mais necessitados a não trabalhar.
A única forma de transformar a pobreza em prosperidade é através do trabalho e justamente é o Governo do Partido dos Trabalhadores que quer cada vez mais brasileiros sendo sustentados pelo Estado, geração após geração.
O novo regime escravocrata se chama dívidas, que retira a dignidade do cidadão ao fazer dele um dependente da caridade pública.
E se com a descoberta do pré-sal lá em 2006 tivéssemos feito igual a Noruega, investindo todo lucro num fundo soberano de pensão que revertesse em dividendos para o futuro e garantisse o bem-estar da população.
Optamos pelo monopólio da Petrobrás e manter tudo no fundo do mar, afinal o petróleo é nosso e só está lá embaixo guardadinho.
Os lucros do ouro negro são apropriados pelo Estado que é quem sabe melhor aproveitar, mas quem aproveita mesmo são os poucos que tem regalias estatais.
Tentar mudar o passado é a maneira mais usual de entrar num mundo paralelo, que não condiz com a realidade, que só serve de consolo para o que poderia ter sido e não foi.
Mas como é bom imaginar, só por um instante, e se…
*Sociólogo, Doutor em História e Professor Titular da Universidade Federal do Pampa.
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