#Reflexões… – BESSIAS – Jeferson Francisco Selbach

Cachoeira do Sul, · --°C

Semana passada iniciou o fim do terceiro mandato do atual presidente petista.

A partir de agora, café é servido frio e sem açúcar.

Foram duas derrotas acachapantes que deixaram painho literalmente no corner, acantonado nas cordas sem grandes possibilidade de reagir.

A reprovação do nome de Jorge Messias para a vaga no STF e a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria mostram o rumo que a política brasileira vai tomar daqui para frente.

Na selva, a hiena somente ataca o leão após perceber que está ferido e fraco o suficiente para se defender.

Os políticos cheiraram a carniça de quem está se decompondo e pularam para o barco bolsonarista, a quem apostam vencer o pleito de outubro.

O presidente do Senado David Alcolumbre percebeu que o lulismo acabou, por isso infligir essa humilhação histórica.

O deputado federal gaúcho Marcel van Hattem resumiu a situação: “Sopram forte os ventos da mudança no Brasil!”.

O sorriso de satisfação do senador petista Jaques Wagner após as derrotas, claramente mostra os rumos daqui pra frente.

O baiano foi considerado o grande traidor da esquerda pelo próprio Messias, a quem julgou ter feito corpo mole e agido contra sua nomeação.

Além disso, Wagner teria passado um cenário otimista ao Planalto que não correspondia à realidade, dissimulação objetivando justamente a fritura do indicado.

Meses atrás, após anunciar seu Advogado-Geral da União para a vaga, Lula segurou o envio oficial ao Senado, para testar o nome.

Mas, após cinco meses de espera angustiante, Messias chegou a dizer que preferia passar de uma vez pelo escrutínio, imaginando que era proforma.

Com a derrota, Lula está desconcertado.

Assessores mais próximos chegaram a sugerir ingressar no STF para reverter à força a nomeação, mas Gilmar Mendes já antecipou que o processo foi dentro da lei.

Aliás, foi o próprio decano da corte que suspendeu em 2016 a nomeação de Lula como Ministro-Chefe da Casa Civil da então presidente Dilma Roussef.

Para quem não lembra, a conversa telefônica tornada pública pelo então juiz Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava-Jato mostrou o papel de office-boy de Jorge Messias, que levou o termo de posse para evitar a iminente prisão de Lula.

Foi neste momento que o impeachment começou a se tornar realidade.

Outra sugestão foi do presidente indicar uma mulher negra para a vaga de ministro do STF, o que só mostra o quanto os movimentos sociais vêm sendo usados como marionetes pela pai dos pobres.

Alcolumbre já avisou que não vai pautar nova indicação, deixando a vaga aberta para o próximo presidente.

Com a popularidade em queda e pesquisas apontando derrota iminente, Lula estaria sendo considerado um pato manco, sem influência, poder ou capacidade de governar.

Na sabatina do Senado, Messias quis posar de bom moço, se colocando contra o aborto, esquecendo do parecer favorável que emitiu para justificar a assistolia fetal, uma injeção de cloreto de potássio direto no coração de fetos saudáveis com mais de 22 semanas, frutos do estupro.

Messias ao menos teve a chance de se defender perante os senadores que o rejeitaram, diferente dos bebês que são abortados sem qualquer chance de defesa.

Com a aprovação dada como certa, estava a um passo de ser coroado com mais um entre os excelentíssimos vitalícios, de onde poderia viajar nos jatinhos da FAB, negociar com parlamentares e enriquecer sua esposa com a banca de advogada.

Agora seu nome passará a designar alguém desaprovado para um cargo de forma vergonhosa.

Messias deixará a AGU e Lula perde sua aura de infalibilidade.

O humorista Léo Lins sugeriu acionar o PROCON, visto que painho dispensou bilhões em emendas parlamentares na véspera e, mesmo assim, não emplacou seu ministro Bessias.

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