R$ 2,7 milhões só de Cachoeira: operação mira fraude em criptomoedas

Por 26 de agosto de 2021

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira (25), cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão expedidos em razão da Operação Vita Continuat, que trata de desdobramentos da Operação Egypto, deflagrada em 2019. Conforme reportagem do Portal OCorreio revelou, 253 moradores de Cachoeira do Sul investiram em torno de R$ 2,7 milhões no esquema. Em média, cada investidor aplicou R$ 10,6 mil na cidade.

O negócio havia sido alvo da Operação Egypto, em maio de 2019, por captar recursos de terceiros, sem a autorização dos órgãos competentes, para investir no mercado de criptomoedas — conforme a investigação à época, a promessa aos clientes seria de rendimentos de até 15% no primeiro mês de aplicação, em um negócio classificado por terceiros como o de “pirâmide financeira”.

Os investigadores descobriram que os sócios da companhia conseguiram ocultar parte de seus patrimônios, mantendo negócios em nome de terceiros. A prática configura o crime de lavagem de dinheiro. Ainda conforme a PF, os acusados também teriam tentado acessar o capital acumulado antes da primeira fase da Egypto.

Novos suspeitos foram identificados e serão alvo de investigação. Os agentes mobilizados pela Operação Vita Continuat estiveram nas ruas das cidades de Dois Irmãos e Estância Velha, no Rio Grande do Sul; São Paulo e Suzano, em São Paulo; e Florianópolis, em Santa Catarina.

Dentre os cinco alvos dos mandados de prisão, três já haviam sido presos na Operação Egypto.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação individual, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os bens e valores identificados na investigação serão colocados à disposição da Justiça Federal.

Saiba mais

O nome da força-tarefa teve origem no termo em latim que significa “vida que segue”, fazendo referência ao fato dos envolvidos no caso terem mantido o acesso ao dinheiro arrecadado com os crimes.