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sexta-feira, 14 maio, 2021 - 10:36
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Quem são os vereadores contra a economia do Diário Oficial gratuito?

Crédito: Reprodução

A luta pela implantação do Diário Oficial Eletrônico gratuito dobrou de tamanho na Câmara de Vereadores. Ao menos, em termos de assinaturas colhidas para a sua admissibilidade. De autoria de Antonio Ramos Maciel Junior, o Antonio da Saúde, na parceria com o também tucano Magaiver Dias, o projeto agora conta com a adesão dos vereadores Telda Assis (PT) e Felipe Faller (PSL). É preciso que mais um vereador assine para viabilizar a votação em dois turnos, quando então serão necessário ao menos dez votos em cada turno para a sua aprovação. O objetivo é implantar o sistema gratuito na Prefeitura de Cachoeira do Sul. Apesar da movimentação durante a semana, o prefeito José Otávio Germano ainda não emitiu posição a respeito.

As assinaturas dos quatro vereadores segue coerência ao levar em consideração a votação que resultou na extinção do 13º salário aos parlamentares em Cachoeira. O quarteto votou a favor da medida com o principal argumento tendo base na economia para os cofres públicos municipais. É a mesma justificativa da proposta do Diário Oficial Eletrônico gratuito. A votação terminou em 13 votos a favor da extinção e dois contra. Os demais nove vereadores que foram favoráveis pelo fim do 13º salário para economizar valores dos cofres municipais, mas que ainda não manifestaram opinião sobre a proposta que tem o mesmo objetivo de estancar gastança considerada desnecessária pelos seus defensores são:

Adriana Palladino (MDB)

Alex da Farmácia (Republicanos)

Daniela Santos (PDT)

Dudu Moyses (PODE)

Gilmar Dutra (PRB)

Jeremias Madeira (PL)

Kader Saleh (PL)

Marcelinho da Empresa (PP)

Ronaldo Trojahn (PSB)

Os dois vereadores que votaram a favor da manutenção do 13º salário foram:

Luis Paixão (PP)

Carolina Larrondo (PP)

A próxima semana deve ser decisiva para o projeto, de acordo com o autor. “Que bom que nessa luta nobre para ganho de nossa população, vamos ganhando soldados que tem como principal objetivo gerar economia real ao Município, ajudando realmente a nossa comunidade”, salienta Antonio da Saúde, em entrevista ao comunicador da Rádio Fandango, Carlos Simonetti. “Implementando o Diário Oficial Eletrônico, com o dinheiro que conseguiremos economizar, se torna notória a oportunidade de investirmos em saúde, educação e obras em nosso Município”, complementa o autor do projeto.


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Ainda de acordo com o vereador, os demais colegas deveriam levar em consideração o período enfrentado. “Nesses tempos de pandemia, temos uma lista de medicamentos que estão faltando na farmácia do SUS. Quem realmente precisa da Farmácia do SUS não tem dinheiro para pagar o medicamento e não pode ficar sem tomá-lo. Aí seria um dos locais na saúde, que o valor gasto com esse tipo de publicações, poderia ser investido”, exemplifica. “A proposta é obrigação nossa, de todos os 15 vereadores!”, reforça.

Parceiro de partido e na luta pelo Diário Oficial Eletrônico sem custos do dinheiro da população, Magaiver Dias participou da entrevista para detalhar a proposta aos ouvintes. “Defendemos todas as medidas alternativas e seguras que viabilizem a economicidade do dinheiro público. É surreal que nos dias atuais, onde a evolução tecnológica é uma realidade, que o Poder Público permaneça despejando dinheiro do povo em publicações em órgãos impressos, enquanto diversos serviços públicos são extremamente precários.
Por isso, seguimos na luta em defesa da sociedade pela implantação do Diário Oficial Eletrônico”, ressalta o também tucano.

Um dos líderes do partido em Cachoeira, Leandro Balardin, agrega força ao movimento em favor de estancar os gastos que chegaram na cifra de R$ 398 mil em 2020 e já superam o montante liquidado de R$ 90 mil no começo de 2021, segundo dados do Portal da Transparência. “Apoiando a proposta de emenda na Lei Orgânica que obriga a Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul a instituir e adotar o Diário Eletrônico, parabenizo os vereadores pela iniciativa. O dinheiro dos impostos não é para o prefeito gastar onde ele quer, e sim para retornar em obras, serviços, saúde, educação e assistência social para o povo”, sintetiza Balardin, que integrou a bancada durante a entrevista na Rádio Fandango.

Saiba mais

O Diário Eletrônico gratuito foi aprovado pela Câmara de Vereadores ainda em 2018. Desde então, a Prefeitura tem o sistema à disposição para também deixar de gastar e passar a economizar recursos provenientes dos cofres públicos municipais. No entanto, nunca utilizou. Já no seu quarto mês de mandato, o prefeito não tomou posição a respeito.

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