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domingo, 25 outubro, 2020 - 00:13
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Quase três meses depois, novo albergue segue sem previsão

Local escolhido funcionava como depósito / Foto: Ass. Com.

Uma semana de dias frios. Assim foi em julho, quando a resposta da Prefeitura para a falta de um local de abrigo aos moradores de rua foi a garantia de reforma de um casa na Rua General Câmara, nos fundos do prédio da secretaria municipal de Trabalho e Ação Social (Stas). O anúncio foi feito no dia 4 de julho. Quase três meses depois da promessa, nada mudou. O início das atividades do novo albergue em Cachoeira do Sul está agora sem prazo. A obra – com início dia 8 de julho, segundo divulgação da Prefeitura – foi interrompida uma semana depois de começar porque o documento de posse do prédio não foi emitido pela Receita Estadual, proprietária do imóvel. No período de começo da reforma, a Prefeitura chegou a anunciar que a área já tinha sido cedida para a Administração Municipal.

O Ministério Público chegou a buscar a liberação do documento com a Receita Estadual. No entanto, a retomada dos trabalhos segue sem previsão. O atendimento está sendo feito em um local improvisado junto ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) com limite para seis pessoas. O levantamento mais recente divulgado pela Stas inclui uma relação de 10 moradores de rua (um argentino e nove cachoeirenses).

No anúncio da reforma, o secretário do Trabalho e Ação Social de Cachoeira do Sul, Felipe Franja, declarou que a nova casa iria contar com oito vagas para homens e quatro para mulheres. O antigo albergue de Cachoeira do Sul foi fechado em 2018 por questões judiciais e falta de regularização. A expectativa era inaugurar o novo local em até 50 dias, o que acabou não ocorreu.

Projeto segue apenas no papel / Foto: Ass. Com.

Segundo o projeto apresentado, seriam três quartos com quatro camas cada um, além de um refeitório central, dois banheiros com chuveiro e uma central de administração. Até melhorias no pátio foram anunciadas. O projeto é da engenheira Maria Luiza Sander.

O trabalho é feito por servidores da Prefeitura com aplicação em torno de R$ 18 mil que estavam bloqueados com o Ministério Público. Após a conclusão das obras, os servidores dedem ser remanejados para atender o local. Com isso, novas contratações não serão necessárias.

São 141,08 metros quadrados de área. Os planos incluem troca do telhado, colocação de novas divisórias e pintura com o trabalho de uma equipe formada por aproximadamente 10 homens.

A ideia era que os albergados deveriam ingressar na casa de passagem até 19 horas, deixando o local no dia seguinte até 7 horas. Ao chegar eles precisariam tomar banho e depois receberiam o jantar, preparado pela equipe do Lar Bem Me Quer, assim como o café da manhã.

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