Privatizar ou não? Correios estão com 10,6 milhões de correspondências atrasadas no RS

Por 8 de agosto de 2021

Os Correios estão com 10,6 milhões de correspondências atrasadas no Rio Grande do Sul. A maior parte é formada por faturas de telefone, Internet e planos de saúde. O levantamento leva em conta até o fim de julho.

O motivo principal dos atrasos seria o quadro reduzido de funcionários, conforme entidades representativas da categoria.

O efetivo dos Correios é de 97,8 mil funcionários. O total equivale ao menor desde a informação mais atualizada do sistema – 2013. No Rio Grande do Sul, são em torno de 6 mil – 3,2 mil são carteiros.

Segundo nota divulgada, empregados de outras unidades são remanejados, além da contratação de servidores terceirizados. Em torno de 400 trabalhadores temporários já foram contratados para entrega de correspondências neste mês.

Confira a nota dos Correios

“Os Correios agradecem o convite, porém, iremos nos pronunciar por meio de nota:

A estatal lamenta eventuais transtornos e informa que, em razão dos protocolos adotados em prol da segurança de empregados, fornecedores e clientes, podem ocorrer alterações nos serviços prestados. As entregas em todo o Estado estão ocorrendo, porém a capacidade de distribuição está temporariamente reduzida.

No intuito de minimizar os impactos aos clientes e otimizar o atendimento e as operações de distribuição, os Correios estão adotando diversas medidas, tais como o remanejamento de empregados de outras unidades, realização de horas extras e a contratação de mão de obra terceirizada — que ingressou nas unidades operacionais nesta semana. Com essas ações, será possível observar melhora dos serviços de distribuição no Estado nos próximos dias”

A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada, o Projeto de Lei 591/21, do Poder Executivo, que autoriza a exploração pela iniciativa privada de todos os serviços postais. A proposta estabelece condições para a desestatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e remete a regulação do setor à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A matéria será enviada ao Senado.

Atualmente, a iniciativa privada participa da exploração dos serviços postais por meio de franquias, mas os preços seguem tabelas da ECT, que detém o monopólio de serviços como carta e telegrama. Entretanto, já existe concorrência privada para a entrega de encomendas, por exemplo.